Em declarações à Inforpress, em reacção ao pedido de apoio por parte desses agricultores, Orlando Jesus Delgado disse que é preciso maior envolvimento dos mesmos e que estes "não podem deixar as coisas simplesmente acontecerem".

O responsável esclareceu que o MAA não dá apoio individual para agricultores dentro da sua parcela.

“Desde o ano passado, temos na zona de Cova plantas frutíferas, não entendo o porquê de os agricultores estarem a reclamar porque ninguém procurou o ministério nem para as buscar e nem sequer comprá-las”, frisou, acrescentando que "o agricultor tem que investir dentro da sua parcela e ser mais empreendedor".

"Se for assim, o MAA está disposto a ajudá-los em tudo o que for possível para terem sucesso”, pontuou Orlando Delgado.

O delegado do MAA explicou que alguns investimentos feitos dentro das parcelas individuais são realizados através de projectos elaborados com as associações, num sistema em que “o agricultor paga e este montante vai para um fundo de reutilização comunitário que, depois, a associação utiliza para fazer outras acções na comunidade”, esclareceu.

A mesma fonte disse estranhar que os camponeses reclamem de que não têm apoio técnico no concelho da Ribeira Grande.

“Quem faz a ponte entre os técnicos e o agricultor é o extensionista e garanto que temos extensionistas em todas as zonas”, disse Orlando Jesus Delgado, alertando que “não só o extensionista tem que se dirigir ao agricultor para ver o que este precisa, mas é necessário que o lavrador procure o extensionista para que este vá ver qual a sua carência”.

Quanto à qualidade das sementes, o responsável explicou que o ministério compra espécies locais e faz testes de germinação.

"Este ano, vamos vender as sementes, por um terço do preço de compra, como forma de ajudar os agricultores mais carenciados das zonas de sequeiro", prometeu.

Segundo Orlando Delgado, serão vendidas sementes de milho, feijão congo, sapatinha, feijão pedra e bongolon.

Em relação à rega gota-a-gota, Orlando Delgado explicou que o concelho da Ribeira Grande já tem a maior parte do sistema instalada e adiantou que a ideia é que dentro de um ou dois anos todos os furos e poços tenham sistemas de energia solar instalados.

LFS/HF/JMV

Inforpress/Fim

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