O projeto de água e saneamento de Santo Antão, que ultrapassa um milhão de contos, vai estar, hoje, em análise, no Porto Novo, entre o Banco Árabe para o Desenvolvimento em África (BADEA) e os autarcas desta ilha.

Uma missão do BADEA chega, esta quinta-feira, a Santo Antão, para um encontro com os três presidentes de câmaras desta ilha, no quadro das negociações já encetadas com o Governo, com vista ao financiamento desse projeto, já nos primeiros meses de 2018.

O Governo está a discutir com o BADEA futuros projetos para Cabo Verde, com destaque para o saneamento das cidades cabo-verdianas, “a começar por Porto Novo, já para 2018”, segundo o ministro das Finanças, Olavo Correia.

Este governante já tinha, em outubro, em Washington, discutido com o BADEA os projetos em curso em Cabo Verde, que abarcam, sobretudo, as infraestruturas escolares.

Na ocasião, Olavo Correia abordou, igualmente, com essa instituição financeira internacional, o futuro da cooperação com o arquipélago, cuja prioridade incidirá nos domínios do saneamento e agricultura.

“Falámos do futuro. Duas prioridades: o saneamento das cidades em Cabo Verde, a começar por Porto Novo, já para 2018, e agricultura”, avançou Olavo Correia.

O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, também, numa das suas recentes deslocações a Santo Antão, informou que o Governo tem em preparação um programa de água e saneamento para a “ilha das montanhas”, na ordem dos dez milhões de euros, submetido ao BADEA, para financiamento.

Porto Novo deverá receber, no âmbito desse programa, que deverá iniciar-se a partir do segundo trimestre de 2018, investimentos à volta dos 750 mil contos, para a resolução dos “graves problemas” de que este município ainda padece no setor do saneamento, mais precisamente a nível dos esgotos.

O edil do Porto Novo, Aníbal Fonseca, confirmou ter “garantias” do ministro das Finanças de que “já há luz verde” para o financiamento do projeto de água e saneamento para Santo Antão, cujas obras estarão a iniciar-se a partir do segundo trimestre do próximo ano.

O alargamento da rede de esgotos, que abrange apenas 20% da população da cidade do Porto Novo, e a instalação de uma estação de tratamento de águas residuais, constituem “os principais desafios” para Porto Novo, que enfrenta “uma situação de emergência” a nível do saneamento, segundo o autarca.

A rede de distribuição de água à cidade do Porto Novo, também com “graves deficiências”, receberá, igualmente, intervenções, no quadro desse programa.