O presidente da ANAS falava à imprensa no final da missão, com duração dois dias, que permitiu a um grupo de empresas africanas, provenientes da Tunísia, Marrocos, Mauritânia, Costa de Marfim, Mali, Senegal e Argélia, conhecerem as áreas de intervenção do projecto e os problemas existentes em Santo Antão, em ambos os domínios, de forma a apresentarem as soluções.

A visita, segundo Miguel de Moura, surge na sequência de um concurso internacional lançado para a escolha da empresa que irá elaborar os estudos detalhados e os dossiers de concurso, além de fiscalizar as obras do projecto, com duração de três anos, com arranque efectivo a partir de Agosto.

O projecto, coordenado pela ANAS, é co-financiado em 10 milhões de dólares americanos (900 mil contos) pelo Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico de África (BADEA) e pelo Governo de Cabo Verde.

O presidente da Câmara do Porto Novo, Anibal Física, informou que os municípios de Santo Antão aguardam com “grande expectativa” pela implementação do projecto que, explicou, vai “resolver, definitivamente, os graves problemas” com que a ilha se depara em termos de qualidade de água e saneamento.

O projecto prevê, entre outras intervenções, a construção de 25 quilómetros da rede de adução e distribuição de água no Porto Novo, município que será, igualmente, contemplado com 20 quilómetros de rede de esgotos, além de uma estação de tratamento de águas residuais (ETAR).

No municiono da Ribeira Grande, prevê-se a reabilitação de três reservatórios e três mil ligações domiciliárias, enquanto no concelho do Paul serão feitas, com este projecto, duas mil ligações domiciliárias.

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