Porém, o Governo admite que a extensão do porto, construído em 1962, constitui “uma grande prioridade” para Santo Antão, mas explica que o projecto “não está na calha para já” no quadro dos investimentos Públio para esta ilha.

O ministro do Turismo, Transportes e Economia Marítima, José Gonçalves, que, esta semana, esteve de visita a Santo Antão, reconhece que essa infra-estrutura portuária precisa dispor de “melhores condições”, mas “de momento”, adiantou, a sua ampliação, para receber navios de cruzeiros de maior porte, “não está nos planos do Governo”.

“É uma grande prioridade para Santo Antão, mas não agora”, sublinhou o governante, explicando que o facto de o pais estar “altamente endividado”, não comporta, “para já”, um investimento dessa envergadura, embora o Governo esteja “a estudar” o projecto para, assim que houver “disponibilidade financeira”, ampliar o porto do Porto Novo, avançou.

Numa das recentes visitas a Santo Antão, o vice-primeiro-ministro, Olavo Correia, embora tenha admitido que o porto “está a servir e bem” Santo Antão, informou que está nos planos do Governo a realização de estudos para se conhecer “as necessidades de investimentos” neste caís, quer a nível expansão, como  melhoria das condições de navegabilidade.

Os presidentes das câmaras municipais de Santo Antão já pediram ao Executivo para ter em conta a extensão do caís no quadro do projecto de criação Zona Económica Especial da Economia Marítima de São Vicente.

Igualmente, a Associação do Turismo de Santo Antão tem estado a defender a necessidade de o Governo, no âmbito do programa de investimentos para Santo Antão, “priorizar” a extensão do cais do Porto Novo, tornando-o “mais versátil”, capaz de receber cruzeiros, iates e veleiros, complementando, assim, o futuro terminal de cruzeiros de São Vicente.

Este porto recebeu obras de ampliação e modernização em 2010, data a partir da qual passou a receber navios cruzeiros de médio porte.

O porto do Porto Novo, além de duas rampas roll on / roll off, (uma de betão e outra metálica), dispõe ainda de uma gare marítima, considerada a mais moderna de Cabo Verde, com capacidade para acolher 250 mil passageiros/ano, em condições de conforto.

Além dos operadores turísticos, o Governo, também, acredita que turismo de cruzeiros será “um mercado importante” para Santo Antão, que poderá passar a receber entre dez a 20 por cento (%) dos navios que aportarem o terminal de cruzeiros São Vicente.

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