Os agricultores e criadores de gado dessas zonas, muito afectadas pela seca, lembram que o Governo já tinha prometido, em 2017, executar, pelo menos, dois furos nessas zonas (um em cada planalto), para aumentar a disponibilidade de água para abastecimento público e gado.

Também, em alguns vales agrícolas, como é o caso da Ribeira das Patas, os agricultores têm estado, igualmente, a reclamar investimentos na mobilização de água, ou seja, na execução de furos, para suprir o défice.

Na Ribeira das Patas, o representante dos agricultores, João Lima, disse que a classe sonha que um furo em Lagoa, onde a agricultura tem estado em “declínio”, devido, precisamente, à ausência de investimentos na mobilização de água.

Somente no concelho do Porto Novo, existem, actualmente, 14 furos, quase todos já equipados com sistemas solares fotovoltaicos, para reduzir os custos de produção de água.

O mais recente programa de prospecção de água, neste município, foi executado em 2013, com um saldo negativo, já que quatro dos sete furos executados não produziam água.

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