Os autarcas e operadores económicos têm insistido na criação da delegação da Inspecção-geral da Actividade Económica (IGAE), numa ilha onde a fiscalização da produção do grogue e de outras actividades económicas tem estado no centro das preocupações.

O presidente da Associação dos Município de Santo Antão, Orlando Delgado, admite que a IGAE tem estado a reforçar a sua presença na ilha, mas o desejo dos autarcas e dos operadores económicos é que seja criada uma delegação, para “uma presença mais efectiva” desta instituição, nesta região.

Os trabalhadores, através do Sindicato Livre dos Trabalhadores de Santo Antão (SLTSA), insistentemente, têm vindo, também, a pedir a criação de delegações da Direcção-geral do trabalho (DGT) e da Inspecção-geral do Trabalho (IGT), tendo em conta “os atropelos” a nível das leis do trabalho, que têm marcado, negativamente, o ambiente laboral nesta ilha.

Os trabalhadores aproveitaram a manifestação desta segunda-feira, na ilha, para voltar a pedir a criação das delegações de ambas as instituições, uma preocupação partilhada pelo secretário permanente do SLTSA, Carlos Bartolomeu, para quem já se faz sentir a necessidade de se dotar Santo Antão dessas estruturas ligadas ao trabalho.

Os trabalhadores denunciaram casos de “despedimentos ilegais e abusivos” por parte de alguns serviços e empresas na ilha, que, a seu ver, seriam evitados caso houvesse a fiscalização da lei laboral por parte das instituições competentes.

Por outro, os agentes turísticos e culturais, já por várias vezes, pediram a criação de representações dos ministérios que respondem pelos sectores do turismo e cultura, nesta ilha.

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