Trata-se de uma obra que vai desde a zona de Lém Rocha ao polivalente local, que contempla equipamentos desportivos, nomeadamente fitness, parque infantil, duas passagens área para facilitar a circulação de pessoas e viaturas na época das chuvas.

O projecto, cujas obras arrancaram em Novembro de 2018 e que inicialmente estava orçado em 17 mil contos, financiados no âmbito do Fundo do Turismo, conforme informações avançadas pelo executivo camarário, devido às alterações feitas ultrapassaram os 27 mil contos.

“Hoje Ribeira da Barca é diferente da de há oito meses quando iniciamos as obras. Este investimento na população de Ribeira da Barca vai atrair mais visitantes, mais turistas e vai dar oportunidade de negócios aos jovens talentos locais”, declarou José Alves Fernandes.

O autarca, que falava hoje no acto da inauguração obra co-presidido pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, disse acreditar que tal investimento, além de criar mais oportunidade e melhorar a qualidade de vida dos residentes, vai, igualmente, tornar o espaço “mais agradável, aprazível e que dá a todos o gosto de visitar Ribeira da Barca.

De entre várias valências da obra, ora inaugurada, o presidente da câmara apontou as duas passadeiras áreas de betão armado e não de metálica como inicialmente prevista, que segundo lembrou, outrora existia e representava um problema para os populares, sobretudo na época da chuva isolando as localidades

Por sua vez, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, destacou a utilidade da obra, referindo-se a chuva que caiu esta quarta-feira e, que segundo ele, as duas pontes justificam este “grande investimento”.

“O que se está a criar é mais qualidade de vida para a população e para as crianças”, afirmou o chefe do Governo, mostrando-se satisfeito com facto de se ter pensado em uma estrutura própria para as crianças, aludindo ao parque infantil.

Tedo em conta que segundo o primeiro-ministro, a obra vai trazer auto-estima e acrescentar valor aquela vila piscatória, sobretudo económico, por facilitar o turismo e atrair mais visitante, pediu, assim como o edil, a sua preservação.

Na ocasião, anunciou que o Governo está a trabalhar um plano de ordenamento daquela vila piscatória que, a seu ver, vai melhorá-la “ainda mais”, visando fazer dela “uma grande centralidade turística de Santa Catarina e de Santiago”, da qual integra a construção de um porto.

A população, por seu lado, apesar de mostrar-se satisfeita com a obra, criticou a forma como os trabalhos foram executados, que hoje com as chuvas trouxe a nu a questão da drenagem de água que não foi levada em conta.

Nesse sentido, os populares, sobretudo os moradores de Lém Rocha, maior beneficiário, pediram a correcção no que se refere à questão da drenagem de água, uma reivindicação que o autarca santa-catarinense desvaloriza, garantindo que a obra tem “qualidade”.

Segundo a mesma fonte a questão das as águas pluviais devem-se as construções a montante e que toda a água está canalizada para um único sítio, tranquilizando a população que essa questão “não é nada alarmante”.

Na ocasião, os moradores voltaram a questionar ainda o facto de se ter feito um investimento no sector da água que ainda não foi inaugurada e que nem os tem beneficiado, lembrando, que tem dois custos para com a água, a canalizada e a que compram para o consumo.

Durante a sua estada em Santa Catarina, o chefe do executivo procedeu ao lançamento oficial de eletrificação da Ribeira dos Engenhos, num investimento de 101 mil contos, financiado pelo Governo de Cabo Verde.

A obra com duração de 10 meses, beneficia cerca de 1.700 pessoas e 340 casas, das localidades de Travessa Baixo, Poilão, Mato Gêgê, Librão, João Bernardo, e ao mesmo tempo vai permitir a reabilitação das ligações em Chã de Cana.

Estiverem ainda presentes no acto da inauguração da obra de requalificação da orla marítima de Ribeira da Barca, de entre outras entidades, a ministra das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação, Eunice Silva, o ministro do Turismo e Transportes e da Economia Marítima, José Gonçalves, o ministro da Indústria, Comércio e Energia, Alexandre Monteiro, o presidente do Fundo do Turismo, Manuel Ribeiro.

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