A formação abrange 15 jovens e adultos das localidades de Assomada, Rincão e Ribeira da Barca em canalização e mais 15 jovens e adultos, somente pescadores e peixeiras, da vila de Rincão.

A mesma tem a duração de três meses e vai ter duas valências, prática e teórica, a serem ministradas na Escola Técnica Grão-Duque Henri e na sede da Associação de Pescadores e Peixeira de Rincão, respectivamente.

Em declarações à Inforpress, após a abertura oficial do curso, a directora Nacional da Educação, Sofia Figueiredo, explicou que essas acções fazem parte do Programa de Formação Inicial no quadro da Educação de Jovens e Adultos desenvolvida pela instituição que dirige, e consistem em complementar a parte da formação académica com a formação profissional.

Ou seja, ajuntou, que se pretende com tal iniciativa que estes formandos, possam estar mais motivados a melhorar o nível académico e, por outro lado, ter novos conhecimentos e competências para o exercício da actividade profissional.

O projecto, a ser coordenado pelo Centro Concelhio da Educação e Formação de Adultos em Santa Catarina, está orçado em 1.181 contos, sendo para canalização 621 contos e para pesca e conservação do pescado 560 contos e destina-se aos jovens e adultos (mulheres e homens) que estiveram a participar nos ciclos de cultura.

Em Assomada, fez saber, de momento estão cerca de 79 jovens e adultos a participarem no novo ciclo de cultura com uma turma de 8º ano, uma do 7º ano, e duas da terceira fase (que equivale ao 6º ano de escolaridade) e uma turma mista.

“O interesse e o desafio é precisamente trabalhar com esses jovens da terceira fase (7º e 8º anos) para que possam, no final da formação académica, também associar competências profissionais para estarem melhores capacitados para no mercado”, sublinhou Sofia Figueiredo.

A directora Nacional da Educação lembrou que este projecto é de âmbito nacional, que já arrancou na ilha Brava com duas formações, uma em canalização e outra em corte e costura, prevendo-se ainda o arranque para Santo Antão (Porto Novo) e São Vicente.

A este propósito, indicou ainda que a Direcção Nacional da Educação já conta com mais propostas de projectos e com este desafio.

Um outro desafio da Direcção Nacional da Educação, segundo Sofia Figueiredo, é o de reorganizar o quadro do alargamento da escolaridade obrigatória ao 8º ano e organizar as respostas da educação básica de jovens e adultos aos 7º e 8º anos de escolaridade.

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