"São uma má ideia porque dão um sinal equívoco, no sentido em que quando a tua empresa ganha, ganhas dinheiro, mas se perde, o Governo vai a correr ajudar-te", afirmou Aumann numa conferência dedicada ao tema "A crise económica e o que sobra dela", que decorreu em Santiago do Chile.
Aumann, que partilhou o Nobel da Economia com Thomas Schelling em 2005, foi convidado para a conferência pela Faculdade de Economia e Negócios da Universidade do Chile.
O matemático israelita recorda que na actual crise, sobretudo nos EUA, várias empresas (como a General Motors, a Chrysler e várias instituições financeiras) foram beneficiadas com planos de resgate do Governo, que quis evitar o colapso de empresas consideradas fundamentais para o sistema económico norte-americano.
No entanto estes resgates, afirma, podem acarretar graves problemas no longo prazo e são produto de uma visão de curto prazo do actual Governo norte-americano, "mais focado nas eleições (que acontecem) dentro de três anos mas não no que pode acontecer no longo prazo".
Para Aumann é necessário regular o risco que as empresas podem tomar, bem como promover a competência, evitar as práticas de monopólio e operar de forma transparente.
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