Considerando que se está a atravessar um “período difícil”, o ministro Carlos Santos pede união de esforços na acção, para que, conforme sublinhou, se possa combater a pandemia da covid-19, e todos os efeitos que está a ter na economia, empregos, e nos rendimentos das pessoas.

“O facto de nós não termos turistas em Cabo Verde, verificamos que afectou toda a gente, as empresas, os sectores da economia cabo-verdiana, por isso, os operadores de táxis, hoteleiros, guias, aqueles que trabalham na restauração (…), têm uma responsabilidade maior para receber bem os nossos turistas”, concretizou.

Nesta medida, e perante sala bem composta, num dos hotéis da cidade de Santa Maria, o governante lançou o apelo no sentido de todos se comprometerem com este sector de actividade para que se possa trabalhar na retoma do turismo, de uma forma “afincada e responsável”.

“Por forma a acolhermos bem os nossos turistas, para que possam voltar e gastar, porque são estas despesas que significam os rendimentos de toda a gente deste país, directa ou indirectamente”, frisou.

Referindo que os sucessivos governos definiram o turismo como peça fundamental do desenvolvimento económico do país, e por isso, há que apostar de uma forma séria no sector, o governante elucidou que a capacitação das pessoas nesse sentido, foi também definida como uma prioridade elementar para se conseguir qualificar o turismo.

“E quando estamos a falar da qualificação do turismo, estamos a falar da qualidade que o turismo tem que ter no país. E se nós não fizermos isso, poderemos vir a ter um turismo que mais tarde ou mais cedo começa a diminuir o número de turistas”, acautelou.

E é por isso, explicou, que o Governo, através do Ministério do Turismo criou o Plano de Renascimento do Turismo, para ser implementado a nível nacional, como resposta aos efeitos da pandemia da covid-19.

No Sal, este programa de qualificação de Agentes do Turismo pretende a capacitação de 300 taxistas locais, preparando estes profissionais para a retoma do turismo na ilha, e no país.

Entretanto, esse pacote formativo abarca cerca 1.500 pessoas, nesta primeira fase, não só taxistas, mas também guias, operadores hoteleiros, empregados de restaurantes, numa perspectiva de qualificar o produto turístico, para tornar Cabo Verde um país mais competitivo.

Por outro lado, tendo em conta a situação de pandemia, o ministro disse que este programa foi lançado com um duplo objectivo, isto é, o de procurar trazer algum rendimento para essa classe que viu as suas receitas diminuírem, daí a implementação de uma bolsa de formação para esses formandos que vai contribuir para o rendimento dessas pessoas.

Numa segunda fase, prevista para Agosto e Novembro deste ano, estas acções de formação que vão abranger mais de 600 profissionais do sector do turismo, deverão estender-se às ilhas da Boa Vista, Fogo e S. Vicente, entre taxistas, polícias e staff dos aeroportos de Santiago e Sal.

SC/ZS

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