Essas informações foram avançadas à Inforpress, pelo coordenador do projecto “Acesso à Cultura em Cabo Verde e Desenvolvimento Turístico e de Representação das Pessoas com Deficiência (ACCEDERE)”, Joaquim Alves, após o encontro de socialização do projecto de acessibilidades aos edifícios históricos que manteve com o Instituto do Património Cultural (IPC).

Segundo Joaquim Alves, baseado no objectivo 11 dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que aponta para cidades mais inclusivas, seguras, sustentáveis e resilientes, a FECAD apresentou ao IPC uma proposta que foi elaborada no âmbito do levantamento do projecto que propõe a construção de um passadiço metálico com rampa de madeira no Forte de São Filipe, assim como outras intervenções na Praça Alexandre Albuquerque e em Chã das Caldeiras, no Fogo.

“O passadiço vai ser construído com o intuito de tornar o espaço um pouco mais acessível às pessoas cadeirantes e idosas. Neste momento o concurso já foi lançado e só falta a sua conclusão”, afirmou Joaquim Alves, que solicitou a parceria IPC na concretização do projecto, com o intuito de tornar os monumentos históricos, enquanto atractivo turístico, espaços de lazer e aprendizagem mais acessíveis.

Na Praça Alexandre Albuquerque, o coordenador do projecto ACCEDERE, adiantou que existem vários obstáculos que impedem as pessoas com deficiência, visual ou motora, de circularem no referido espaço, pelo que vão ser feitas algumas requalificações para resolver os problemas existentes e potenciar a localidade.

No local vai ainda ser instalado uma áudio descrição da Praça Alexandre Albuquerque que será entregue a câmara municipal e depois colocada toda a informação num quiosque onde qualquer pessoa com deficiência visual terá oportunidade de ter acesso ao áudio que será gravado em MP3.

O projecto, que foi elaborado e executado pela FECAD em parceria com instituições portuguesas como a Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO) e a Associação dos Académicos, Investigadores e Profissionais Especialistas em Políticas Públicas (IGOP), foi financiado pela União Europeia no valor de 39 mil contos.

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