Pedro Barros falava à imprensa, à margem da apresentação pública do “Plano Estratégico 2019-2021 – Pró Empresa”, um instrumento que acredita ser um parceiro para que as micro, pequenas e medias empresas sejam importantes na dinamização da economia nos próximos anos.

“O plano é um instrumento de planeamento, que define os caminhos que pretendemos seguir a médio ou a longo prazo. Com isso queremos, justamente, definir o que a Pro-Empresa fará nos próximos três anos”, indicou.

Segundo Pedro Barros, o novo plano está dividido em cinco eixos principais, sendo quatro dirigidos às empresas e um conjunto de objectivos para ser feito internamente no que diz respeito a gestão e organização dos recursos humanos.

Os cinco eixos, explicou o responsável, desdobram em três objectivos estratégicos que se subdividem em iniciativas, acções e projectos concretos com o propósito da instituição poder atingir os seus objectivos.

“No que tange a empresas, a Pro-Empresa tem como responsabilidade apoiar fomentar e criar todas as condições para que estas possam desenvolver os seus negócios. Aliás, o plano foi elaborado com a contribuição das empresas e parceiros técnicos institucionais para definir novos caminhos, iniciativas e projectos a serem desenvolvidos”, assegurou.

Conforme Pedro Barros, os projectos a serem desenvolvidos devem abranger todas as áreas, ou seja, tudo quanto for iniciativa promovida por um empresário cabo-verdiano, apesar de se dar maior atenção as áreas da tecnologia e informação.

A Pro-Empresa, segundo Pedro Barros, recebeu mais de 300 ideias de negócios e de proposta de projecto, tendo sido encaminhados para os bancos cerca de 70 e, destes, 42 já foram aprovadas e três recusadas.

Perante isso, lembrou aos potenciais candidatos que a Pro-Empresa não financia projectos, mas que ajuda na montagem dos dossiês para serem entregues no banco.

Ainda no que tange as parcerias, referiu-se à existência de um protocolo com os sete bancos comerciais do país que, segundo ele, prometeram criar linhas de financiamento visando promover empresas com empréstimos que vão desde 40 mil a cem mil contos.

Para isso, sublinhou o presidente da Pró-Empresa, os projectos têm de ser fiáveis e deem garantia de retorno.

O plano estratégico apresentado hoje é mais uma junção de “peças para compor um sistema” e utiliza metodologias específicas de modo a sintetizar as escolhas duma instituição no que se refere às suas formas de actuação, linhas de trabalho e condições para optimizar o seu desempenho.

A Pro Empresa é uma entidade responsável em promover, facilitar e acompanhar o investimento privado nacional de micro, pequena e média empresas, nomeadamente investimento menor que 50 milhões de escudos em todos os sectores da economia nacional.

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