Segundo Jorge Carlos Fonseca, o turismo, enquanto sector que incorpora um “imenso potencial” e dada a sua interligação com várias áreas da economia, pode constituir-se num “factor catalisador do processo de desenvolvimento”.

O Chefe de Estado cabo-verdiano fez essas considerações na cerimónia de abertura da Primeira Conferência Internacional sobre o Turismo e Transporte Aéreo em África, que está a decorrer na cidade turística de Santa Maria, ilha do Sal.

“Em Cabo Verde, as autoridades assumem claramente que as actividades turísticas constituem-se na principal alavanca da economia”, afirmou Jorge Carlos Fonseca, para quem as oportunidades que o turismo oferece implicam “uma valoração das riquezas e belezas naturais” do continente africano.

De acordo com Jorge Carlos Fonseca, a África representa apenas um por centro do mercado aéreo mundial e, por isso, é necessário “inverter a actual situação”.

Para o Presidente, o “défice e a qualidade” das infra-estruturas aeroportuárias e as fragilidades do sistema organizacional são factores que podem explicar por que razão em África a ocorrência de acidentes aéreos é 12 vezes superior ao verificado na América do Norte e na Europa.

“Isso é um obstáculo muito sério à realização do objectivo de fazer do continente africano o destino turístico, por excelência, de primeira escolha para povos de outros continentes”, indicou o mais alto magistrado da nação, referindo-se às precárias condições no mundo de aviação civil em África.

Na sua perspectiva, a melhoria das infra-estruturas aeroportuárias é uma necessidade que se impõe aos africanos, pelo “imperativo de desenvolvimento e, particularmente, o da redução da pobreza pela via da criação do emprego”.

Lembrou que em África, 20 por cento do emprego com origem no turismo é suportado pelos visitantes que chegam pela via aérea.

“Isso é um dado relevante que desperta a nossa atenção pelo impacto do transporte aéreo não só na promoção do sector do turismo, enquanto actividade económica, mas também na criação do emprego e da consequente melhoria do nível de vida das pessoas”, precisou o Chefe de Estado.

Disse ainda que um mercado aéreo regional ou pan-africano, o que equivale a dizer céu aberto, “requer um envolvimento dos governos na criação de companhias aéreas regionais que, prossegue, “devidamente geridas” reforçam as economias locais promovendo os países da região como destino turístico com impacto significativo na criação do emprego”.

No dizer do Presidente da República, é “impossível promover o turismo sem que haja investimentos sérios tanto no sistema de transporte aéreo quanto nas infra-estruturas aeroportuárias”.

“A África e, particularmente, a nossa sub-região devem dotar-se de uma infra-estrutura aeroportuária devidamente desenvolvida como requisito para o desenvolvimento do sector do turismo no continente”, observou Jorge Carlos Fonseca.

InforpressFim

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