O presidente da Associação dos Proprietários de Táxi da Cidade da Praia denunciou hoje que o sector tem sido vítima da “invasão constante, diária e permanente” de outros carros que estão a fazer o trabalho clandestino de táxi.

Em declarações à Inforpress, João Vaz Antunes disse que há uma “vontade férrea” dos proprietários em renovação da frota, dado que as políticas indicam que as viaturas com mais de 10 anos devem ser retiradas da praça.

“Mas acontece é que os carros que estão a sair de táxi entram imediatamente para o serviço de táxi clandestino, juntando aos demais sempre existentes e a outros também que vêm para o efeito”, denunciou João Vaz Antunes, completando que “isto é visível e sabido”.

O presidente da Associação dos Proprietários de Táxi da Praia afirmou ainda que tudo o que está a expor já é do conhecimento das autoridades competentes, mais precisamente do comandante de Trânsito da Polícia Nacional, da directora-geral de serviços e transportes rodoviários e câmara municipal.

“A classe de táxi, em si, está a ser perseguida”, frisou aquele dirigente associativo, apontando para quilo que chama de “injustiça”, uma vez que os proprietários de táxi têm, conforme elucidou, “obrigações que são muitas”, tais como como os alvarás, as licenças de táxi, impostos e seguros de viaturas.

João Vaz Antunes referiu ainda que os proprietários de táxi estão, nisto tudo, em desvantagem por terem um custo acrescido para depois competirem com viaturas que “não têm responsabilidade e custos nenhum”.

“Eu convido quem quer que seja para me acompanhar meia hora só na Praia e ter a noção da gravidade daquilo que estou a falar”, prosseguiu, apontando para lugares como Ponta d’Água, Achada Grande Trás, Achada Mato, Eugénio Lima, largo da Livraria Diocesana na Fazenda, Atrás da Caixa Económica, também Fazenda, que são lugares onde, conforme disse, os táxis não vão por não terem lá nada que fazer, uma vez que “estão dominados pelos clandestinos”.

João Vaz Antunes disse ainda estar em condições de dizer que, neste momento, a frota de viaturas que fazem clandestino é quase igual a quantidade de táxi que há na Cidade da Praia, “seiscentos e tal”. “Estamos em pé de igualdade praticamente”, acrescentou.

“Infelizmente também estou em condições de dizer que as autoridades também têm carros a fazer concorrência desleal. Ao invés de defenderem o serviço de táxi, criando condições para arcar com os custos que são elevados, a própria autoridade peca por estar metido neste mundo de clandestinidade, o que é muito grave”, finalizou

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