Jorge Carlos Fonseca, e o novo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, salientaram ontem, 22, a necessidade de ajustar a política externa aos desafios das políticas económicas e de segurança do país.
Jorge Carlos Fonseca e Ulisses Correia e Silva falavam durante a cerimónia de tomada de posse do novo Governo saído das eleições legislativas de 20 de março último.
Para Ulisses Correia e Silva, Cabo Verde é um país com "uma enorme diáspora, confiável e com credibilidade externa", pelo que as suas políticas devem ser orientadas para potencializar as especificidades do país e para se adaptar e ajustar ao mundo de hoje, onde a ajuda externa está em declínio.
"Temos que preparar o país e agir para que a nossa economia possa crescer pela atração, fixação e expansão de investimentos externo, exportação de bens, turismo e prestação de serviços internacionais", salientou.
O novo chefe do Governo cabo-verdiano, prometeu ainda reequacionar a rede diplomática e qualificar as representações externas, dando enfoque à diplomacia política, económica, cultural, ambiental e securitária.
Ulisses Correia e Silva disse ainda que outras das prioridades da política externa multilateral será diversificar e densificar a parceira especial com a União Europeia, a integração regional na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e em outros espaços, como a Macaronésia e a Comunidade dos países de Língua Portuguesa (CPLP).
A nível bilateral, prometeu reforçar as relações nos domínios do diálogo político e concertação com parceiros tradicionais de Cabo Verde como Portugal, Luxemburgo, Angola, França, Espanha, Brasil, bem como alargar e diversificar com outros, como Estados Unidos, Inglaterra, África do Sul, Israel, Singapura, Japão, Correia do Sul, China ou países nórdicos.
Por sua vez, o chefe de Estado cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, salientou a necessidade de ajustar a política externa aos desafios das políticas económicas e de segurança do país.
Para Fonseca, a economia e a segurança devem ser fios condutores da política externa cabo-verdiana, entendendo que a diplomacia do país deverá ser mais focalizada, mais inovadora e mais ousada.
SAPO c/Lusa
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