A delegação cabo-verdiana que participa nesta plataforma comercial, que este ano atrai mais de 11.000 participantes de 700 empresas expositores de 113 países, integra, para além de responsáveis da Enapor, representantes de empresas dos sectores marítimo e turístico.

O Seatrade Cruise Global recebe profissionais, armadores, representantes de autoridades portuárias e expositores, e é o principal evento comercial da indústria de cruzeiros para a região do Mediterrâneo e mares adjacentes, e uma plataforma comercial que promove discussões abertas sobre o futuro dos cruzeiros na região.

O navio Aida Cara, com efeito, inaugurou, em Outubro passado, com uma escala em São Vicente, a nova temporada de cruzeiros em Cabo Verde 2018-2019, cujos números provisórios apontam para cerca de 70 entradas no país, até Abril de 2019.

De acordo com a Enapor – Portos de Cabo Verde, a empresa já recebeu algumas previsões de escalas das agências de turismo para os diferentes Portos de Cabo Verde, entre eles Vale dos Cavaleiros (Fogo), Furna (Brava), Porto Inglês (Maio), Sal-Rei (Boa Vista) e Porto Novo (Santo Antão).

Assim, para a ilha de São Vicente, através de duas agências, que já solicitaram o porto para a atracação de navios, as previsões apontam para 32 escalas até finais do corrente mês

Em relação ao Porto da Praia, segundo a representante da Comunidade Cabo-verdiana de Cruzeiros, também designada abreviadamente por 3C, Conceição Monteiro, os dados, igualmente provisórios, apontam para 19 escalas até Abril de 2019.

Seguem-se as ilhas do Fogo, com cinco escalas, Maio e Santo Antão, com três escalas cada, e Brava e Boa Vistas com as mesmas duas escalas.

“São previsões, há outras agências no mercado, que ainda não fizeram chegar as respectivas solicitações, daí esses números poderem sofrer alterações”, apontou a fonte da Enapor – Portos de Cabo Verde.

Por outro lado, o projecto do terminal de cruzeiros projectado para o Porto Grande de São Vicente, cujo concurso para obra já foi lançado, é tido como “muito importante” para a economia de Cabo Verde, no entendimento do Governo, pois o mesmo vai ser uma “zona natural” de expansão do Porto Grande, neste momento “bastante congestionado” com a actividade da pesca e de movimentação da carga convencional, entre outros factores.

Terá dois berços de 400 e 350/300 metros, respectivamente, uma profundidade máxima de 11 metros, e será servida por uma gare marítima para passageiros, uma vila turística junto à marginal que vai ter lojas, freeshops, restaurantes, bares, pequenos museus e ‘souvenir’.

Números avançados pela Enapor indicam que, actualmente, só em São Vicente, os navios de cruzeiros “deixam mais de 4 milhões de euros/ano”, e que os turistas gastam entre 30 a 40 euros por pessoa, e com uma margem de progressão “muito favorável” por se tratar de um negócio que “cresce todos os anos” a nível mundial.

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