O presidente da Associação dos Pescadores em Tarrafal e Monte Trigo, Isaías Pires, disse não acreditar que seja possível a construção de desembarcadouros nessas zonas, dadas as condições do mar, mas pediu ao Governo para "analisar bem" a construção de um caís de pesca, que melhor serviria os operadores.

Este responsável falava à Inforpress a propósito da notícia avançada pelo ministro da Economia do Mar, Paulo Veiga, de que o Governo já está a analisar com empresas nacionais e internacionais as condições para a construção, já a partir de 2021, de desembarcadouros de botes em Tarrafal e Monte Trigo.

Paulo Veiga, que esteve, semana passada, de visita a Santo Antão, admitiu, porém, que "não será algo fácil", tendo em conta as características do mar nessas comunidades piscatórias.

"Esperemos que, ainda este ano, possamos ter uma solução para ser discutida e que, em 2021, possamos implementar as infra-estruturas", sublinhou o ministro, que anunciou ainda a construção de dois complexos de pesca em Santo Antão, mais exactamente no Porto Novo e em Ponta do Sol, para a dinamização da pesca semi-industrial, nesta ilha.

Ainda no Tarrafal de Monte Trigo, conforme o líder associativo, o problema de conservação do pescado tem piorado dia após dia, lembrando que o Governo já prometeu, por "várias vezes", melhorar as condições de funcionamento da unidade de produção de gelo local, que só consegue produzir 300 quilos/dia.

Para atender à demanda dos operadores de pesca artesanal e semi-industrial no Tarrafal de Monte Trigo seria necessária uma produção de cerca de dois mil quilos/dia, segundo estimativa da associação dos pescadores.

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