A informação foi avançada à Inforpress pelo delegado do MAA neste concelho, Joel Barros, que explicou que o propósito da campanha de sensibilização é levar os criadores a terem a consciência de que é necessário gerir correctamente o pasto que começa a ressurgir "para o bem dos próprios criadores".

As chuvas ocorridas, desde semana passada, em todo o concelho garantem a produção do pasto, mas, conforme Joel Barros, é preciso que os criadores de gado deixem crescer antes as espécies forrageiras, para melhor poder servir os animais.

Por isso, os técnicos do MAA estão a percorrer as diversas zonas de pastagens, desde as zonas Norte e Sul, passando pelos arredores da cidade do Porto Novo, para pedir à classe para recolher os seus animais e deixar crescer, durante duas a três semanas, o pasto "para o bem" da própria classe.

A criação de animais no Porto Novo, com um efectivo pecuário à volta de 23 mil cabeças de gado, é do tipo extensivo, o que torna difícil levar os criadores a confinar os seus animais por algum tempo, para permitir crescer o pasto, admite o responsável.

Mesmo assim há necessidade de a classe compreender a importância de deixar as espécies forrageiras crescerem durante duas a três semanas para depois libertar os seus animais.

Enquanto isso, Santo Antão está a ser contemplado com um projecto de confinamento animal, financiado através do Programa de Promoção das Actividades Socioeconómicas Rurais (Poser), que abarca  criadores de gado do Planalto Leste, Aguada do Paul, Ribeira Larga e Morro Braz no Porto Novo e ainda do Planalto Norte.

Estão em execução 20 currais com cisternas na ilha no âmbito do projecto, que consiste na construção comparticipada de mais de uma centena de currais (com bebedouro e cisternas) nas ilhas de intervenção do Poser, com vista a abrigar caprinos e ovinos e na disponibilização de 70 reprodutores caprinos de médio e grande dimensão aos criadores.

JM/ZS

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