Os investimentos, que estão a cargo da empresa Águas de Ponte Preta (APP), detentora de 80 por cento (%) da Águas de Porto Novo, consistem, entre outros, na instalação de uma central fotovoltaica, que possibilitará a diminuição dos custos de produção, com impacto na redução o preço de água dessalinizada, consumida por 10 mil pessoas.

O representante da Águas do Porto Novo, Damia Puyol, disse à imprensa que se trata de investimentos estimados em 16 mil contos, que estarão concluídos em Setembro.

Os consumidores esperam que esses investimentos contribuam para baixar o custo de água dessalinizada, consideradas, igualmente, pelas autoridades locais e pela própria regulação " o mais elevado" do País.

João Silva, um dos utentes abordados pela Inforpress, lembra que há, pelo menos, uma década, a população da cidade do Porto Novo tem vindo a pedir a redução do preço de água nesta urbe, por ser "muito elevado".

Os utentes dizem acreditar que a criação da empresa intermunicipal de água, no âmbito da empresarialização do sector de água em Santo Antão, contribuirá, também, para a redução das tarifas de água no Porto Novo, em vigor desde 2014.

Jorge Fortes disse que, insistentemente, as pessoas têm alertado para a necessidade de se baixar o preço de água consumida na cidade do Porto Novo.

"Há muitos anos, temos vindo a pedir a redução do preço de água no Porto Novo, por ser muito elevado", apontou.

A actualização das tarifas de água no Porto Novo e a sustentabilidade do sistema de produção de água dessalinizada têm sido, de resto, temas de alguns encontros já realizados entre a Agência Reguladora Multissectorial da Economia (ARME), a câmara municipal, a Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANAS) e a empresa produtora, Águas do Porto Novo.

Quanto ao consumo doméstico, as tarifas variam entre 281 escudos e 550 escudos/metro cúbico, mas para indústria, comércio e turismo, os preços estão fixados, respectivamente, a 484 escudos, 505 escudos e 627 escudos/tonelada, valor considerado, também, pelos operadores económicos de “muito alto”.

Saliente-se que o Governo criou um grupo de trabalho para implementar as medidas que visam a instalação da empresa intermunicipal Águas de Santo Antão, que resulta da fusão dos serviços autónomos de água dos três municípios.

Esta equipa, formada pela ANAS, ARME, os municípios de Santo Antão, de entre outras entidades, terá por missão, segundo o Governo, a criação de Águas de Santo Antão "com uma gestão mais profissional" e com maior capacidade de produção de água para consumo a "um preço justo" que todos os santantonenses possam pagar.

JM/CP

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