A expectativa dos agricultores portonovenses reside no facto de a empresa Aquasun Energia e Água pretender, no âmbito do projecto agro-industrial, que pretende desenvolver no Porto Novo, já a partir de 2020, num investimento de 2,4 milhões de contos, adquirir a produção agrícola neste concelho, para transformação e exportação para os mercados turísticos nacionais.

O representante dos produtores agrícolas das zonas abrangidas pelo projecto, Miguel Santos, disse acreditar que, com a implementação deste projecto, o problema de mercado, que tem condicionado a agricultura neste concelho, devido ao problema de pragas, mas também a dificuldades nos transportes marítimos inter-ilhas, ficará resolvido.

Aquasun Energia e Água confirmou que pretende adquirir, no quadro do projecto agro-industrial para este município, que começa a ser implementado “nos princípios” de 2020, toda a produção dos agricultores para o mercado turístico em Cabo Verde.

Esta empresa pretende instalar no Porto Novo um centro agro-industrial para transformação e certificação dos produtores agrícolas.

O projecto agro-industrial, que será implementado na zona Sul da cidade do Porto Novo, vai envolver ainda os agricultores das zonas de Casa de Meio, Ponte Sul/Chã de Mato, Lajedos, Ribeira dos Bodes e Ribeira das Patas.

Os produtores agrícolas portonovenses, devido à falta de mercado, são obrigados a vender, “ao desbarato”, os seus produtos aos comerciantes (os chamados rabidantes) provenientes de São Vicente.

A delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) admite que a falta de mercado tem sido “um constrangimento” para os agricultores no Porto Novo, que são obrigados a vender “ao desbarato” os excedentes, devido a dificuldades de escoamento.

Os produtos são colocados nas imediações do porto do Porto Novo, onde os agricultores têm duas opções: vender “a preços baixos” a esses comerciantes ou então regressar à casa com os excedentes.

Saliente-se que os produtos agrícolas de Santo Antão,  estão sujeitos, há mais de três décadas, a um embargo por causa da praga dos mil-pés.

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