Os operadores de pesca neste concelho aproveitaram o fórum, que saúda o Dia Nacional do Pescador, assinalado a 05 de Fevereiro, para chamar atenção para as dificuldades que enfrentam no acesso a crédito, situação que, segundo o representante da classe, Atlermiro Correia, tem condicionado o desenvolvimento deste sector de “grande potencial” no Porto Novo.

A falta de infra-estruturas, como um porto de pesca e um mercado de peixe, são outras adversidades com que se debatem os operadores de pesca neste município, onde a “redução substancial” do pescado tem sido, igualmente, uma outra inquietação dos cerca de 300 pessoas que vivem, directamente, da pesca, localmente.

Segundo Atlermiro Correia, a partir de 2012, começou-se a notar a redução do pescado no Porto Novo, facto que, a seu ver, teve “impacto imediato” na vida dos pescadores, que clamam ainda por “um novo modelo” de embarcação para poder aceder aos bancos de pescas mais distantes, avançou.

Este responsável referiu-se ainda à falta de “uma política social” virada para a classe dos pescadores que abarca, além dos apoios na aquisição de equipamentos e melhoria de embarcações, também outros aspectos como a habitação social, segurança no mar, entre outros.

Para Atlermiro Correia, Porto Novo, onde a pesca constitui uma das principais actividades económicas, empregando entre 20 a 25 por cento (%) da população activa local, necessita de um cais de pesca e um mercado de peixe para dar mais dignidade aos operadores.

A falta de formação dos pescadores a diversos níveis, com destaque para a gestão, conservação e comercialização do pescado, a escassez de técnicos especializados, a melhoria das embarcações são outros desafios que se colocam às pescas, neste município, conforme este responsável.

O presidente da Câmara do Porto Novo partilha da preocupação de que o município já necessita de um mercado de peixe, assegurando que a sua edilidade está a trabalhar com o Governo para a edificação dessa e de outras infra-estruturas, com destaque ainda para o porto de pesca e arrastadouros de botes.

“A falta de um mercado de peixe é evidente. Construiu-se, há alguns anos, um espaço que não teve a utilidade desejada, devido à sua má localização, mas é uma questão que temos de resolver”, sublinhou Aníbal Fonseca, adiantando que o porto de pesca é, igualmente, outra “grande necessidade”.

Porto Novo, com cerca de 300 operadores de pesca (pescados e peixeiras), possui uma embarcação de pesca industrial, quatro semi-industriais e 26 botes de boca aberta, dos quais 19 dispõem de motores de popa.

Inforpress/Fim

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