A melhoria e expansão da rede de distribuição de água na cidade do Porto Novo, Santo Antão, que cobre 84 por cento (%) desta urbe, exige investimentos de 16 milhões de euros, a curto, médio e longo prazo.

Uma auditoria a essa infra-estrutura, com 28 quilómetros de extensão, instalada há quase duas décadas, recomenda, até 2040, a realização de tais investimentos para atender ao ritmo de crescimento urbanístico e populacional da cidade do Porto Novo, actualmente com dez mil habitantes, número  que poderá duplicar-se dentro de 20 anos.

A rede já é considerada obsoleta, com perdas técnicas e económicas à volta de 50%, uma situação que será atendida até 2022, no âmbito do projecto de água e saneamento de Santo Antão, que prevê a reabilitação dessa rede com instalação de 25 quilómetros de conduta.

O estudo, apresentado segunda-feira, 09, no Porto Novo, durante o ateliê de lançamento do projecto de água e saneamento de Santo Antão, aponta a componente distribuição como “maior desfio” ao sistema de abastecimento de água potável na cidade do Porto Novo, cuja sustentabilidade tem sido ameaçada, sobretudo pelas “perdas avultadas” da rede.

A cidade do Porto Novo é abastecida desde 2008 por uma unidade de dessalinização da agua do mar com capacidade de produção de mil metros cúbicos/dia.

Essa unidade, cuja água produzida, considerada “de grande qualidade”, foi já certificada, é gerida pela empresa Águas do Porto Novo, que resultou de uma parceria público-privada, a primeira estabelecida em Cabo Verde no sector de água, envolvendo o Governo, o município e um grupo de empresários espanhóis.

Os dez mil habitantes consomem, em média diária, cerca de 600 metros cúbicos de água.

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