O entreposto agrícola, instalado no quadro do projecto integrado sobre a agro-ecologia e comercialização participativa em Santo Antão, que abarca os vales de Ribeira da Cruz, Martiene e Chã de Norte, no Porto Novo, destina-se ao tratamento pós-colheita de produtos como a batata inglesa, cenoura, cebola, tomate, melhorando, assim, as condições de escoamentos desses excedentes.

Associação dos Agricultores da Ribeira da Cruz, responsável pela implementação do projecto, até à entrada em funcionamento do entreposto agrícola, pretende aproveitar este período para formar o pessoal, na sua grande maioria mulheres, que vai trabalhar nessa unidade, que deverá beneficiar ainda produtores das zonas limítrofes, como Jorge Luís e Chã de Branquinho.

Os agricultores manifestam “vontade” de ver essa unidade a funcionar, mas um técnico ligado ao projeto explicou que, para já, a preocupação é formar as pessoas que vão trabalhar nesse entreposto, criando, assim, as condições para que, dentro de três a quatro meses, se possa iniciar o tratamento, embalagem e comercialização.

“Temos vontade de ver o a unidade a funcionar. Trata-se de um projecto pioneiro que será repassado a outras localidades porque o caminho é esse”, considera o produtor, Edivaldo Neves.

No âmbito do projeto sobre a agro-ecologia e comercialização participativa, que tem como parceiros o Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), o GEF (Global Environment Facility), a câmara do Porto Novo e o Cerai (Centro de Estudos Rurais e Agrícolas Internacional), foi adquirida uma viatura apropriada (uma carrinha-grigorifica) para conservar e transportar produtos até ao mercado, diminuindo, “significativamente”, as perdas.

A falta de mercado constitui uma das principais preocupações dos agricultores dessas localidades, problema que ficará amenizado com o entreposto agrícola.

A formação dos agricultores em agro-ecologia constitui outra vertente deste projecto, no âmbito do qual, os lavradores começaram já a introduzir e experimentar bio-pesticidas na actividade agrícola.