Aníbal Fonseca, que falava durante uma deslocação, na companhia do ministro de Estado, Fernando Elísio Freire, ao Planalto Leste de Santo Antão, uma das zonas mais afectadas pela seca e pelo desemprego, admitiu que a situação de "toda a gente" complicou ainda mais com a pandemia de covid-19.
"Nós temos três anos de seca e mais um ano de covid-19 que tornaram a vida muito difícil para toda a gente, mas a câmara, numa grande parceria com o Governo, esteve sempre próximo das comunidades", sublinhou Aníbal Fonseca.
O presidente da câmara do Porto Novo tem destacado ainda o impacto dos investimentos públicos, designadamente a nível de construção de estradas, na redução do desemprego no município, que, a seu ver, está "estável" a nível social, apesar dos efeitos da seca severa e da covid-19.
As declarações do presidente da câmara do Porto Novo, um dos municípios mais atingidos pela seca, surgem numa altura em que os líderes comunitários estão a defender o reforço do emprego público nas zonas mais afectadas.
Segundo os representantes das comunidades, os cerca de 140 empregos públicos criados, nos últimos tempos, nessas zonas são "insuficientes" para as necessidades das populações, a braços com uma das piores secas dos últimos dez anos, neste município.
A título de exemplo, em Ribeira das Patas, foram criados 20 postos de trabalho no âmbito de um projecto florestal financiado pelo Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), número que, segundo o líder associativo, Arlindo Delgado, está "muito aquém" das necessidades dessa povoação, com três mil habitantes.
Em Ribeira dos Bodes, o representante da comunidade, Jailson Monteiro, defende a criação de, pelos menos, 40 postos de trabalho nessa localidade para acudir as famílias em maiores dificuldades.
Para atenuar o problema, foram criados, ultimamente, 20 empregos no âmbito de um projecto, também, financiado pelo MAA, segundo a mesma fonte.
Entretanto, o presidente da câmara do Porto Novo, Aníbal Fonseca, tem destacado o impacto dos investimentos públicos, designadamente a nível de construção de estradas, na redução do desemprego no município, cuja situação social considera, nesta altura, "estável", apesar da seca dos últimos três anos.
Nos últimos três anos, o concelho do Porto Novo recebeu do Governo mais de 150 mil contos para a mitigação dos efeitos da seca.
Entre 2018 e 2019 foram criados 2.780 postos de trabalho temporários, com a realização de vários projectos.
JM/ZS
Comentários