Este grupo de investidores pretende, com este projecto, que poderá arrancar ainda em 2019, desenvolver uma agricultura industrial, “em grande escala”, através da aposta na mobilização de água dessalinizada.

O projecto incide na montagem de uma unidade de dessalinização da água do mar, que funcionará com base em energias renováveis (prevê-se a instalação de um parque solar de 2,5 mega watts), capaz de produzir cerca de 3.500 metros cúbicos de água/dia.

No quadro do projecto que, nos últimos anos, está a ser negociado com as autoridades nacionais e municipais, os investidores esperam produzir água a um custo reduzido (à volta de 30 escudos/metro cúbico) para a produção agro-industrial “em grande escala” para o mercado a grosso, mas sobretudo para as ilhas do Sal e Boa Vista.

De acordo com o projecto, 1/3 (um terço) de toda a produção agrícola será feita através de um centro de hidroponia, que será instalado, nos arredores da cidade do Porto Novo.

Os responsáveis municipais acreditam que há “perspectivas” deste investimento “de grande envergadura” que deverá avançar ainda no decurso deste ano de 2019.

“Em 2019, conseguiremos materializar objectivos a nível actividade privada, particularmente no turismo, mas também temos perspectivas em outros domínios, como a pesca, energias renováveis e dessalinização de água para agricultura”, acredita o presidente da câmara do Porto Novo.

O autarca tem estado a exortar o Governo a “fazer os possíveis” para que o projecto Aquasun seja materializado, pelo impacto que terá na economia santantonense.

Conforme apurou a Inforpress, o memorando de entendimento que viabiliza o projecto já foi assinado entre o Governo, através do Tradeinvest, a câmara do Porto Novo e os investidores, cabendo esta autarquia disponibilizar os terrenos para o efeito.

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