Por isso, os agricultores desse vale, um dos mais extensos da ilha de Santo Antão, desejam o “apoio” do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) na modernização do sistema de rega em Ribeira das Patas, que permita a rentabilização da “pouca água” disponível nessa zona agrícola.

No quadro do Poser (programa de promoção de actividades Socio-económicas rurais), executado pelo MAA, com financiamento o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), está a ser implementado no Porto Novo um programa de massificação de rega gota a gota.

O delegado do MAA, Joel Barros, garante que Ribeira das Patas é uma das localidades abrangidas no âmbito do programa de massificação da rega gota a gota no concelho do Porto Novo, contemplando dezenas de agricultores.

Em Ribeira da Patas e Ribeira dos Bodes, são cerca de 80 agricultores que vão poder, “dentro de pouco tempo”, rentabilizar água disponibilizada para irrigação e aumentar a produção, com a instalação de sistemas de rega localizada.

A instalação de sistema de rega localizada em todos os vales agrícolas no Porto Novo constitui, nesta altura, segundo este responsável, um dos principais desafios que se coloca à agricultura neste concelho, depois de “importantes investimentos” realizados na mobilização da água.

Alto Mira e Chã de Mato/Ponte Sul são outras zonas agrícolas, cujos agricultares já estão a ser contemplados com sistemas de rega gota a gota.

Também, na cidade do Porto Novo, 40 agricultores beneficiários dos projectos sobre a agricultura urbana, dispõem já de rega gota a gota, no quadro do Poser.

Há zonas agrícolas neste município com cobertura que ultrapassa os 90 por cento (%) com sistema de irrigação gota a gota, como é o caso da Ribeira da Cruz, já considerada “uma referência” em Cabo Verde no sector agrícola.

A problemática de gestão de água para agricultura em Santo Antão preocupa o MAA, que reconhece que “há muito desperdício de água” nesta ilha, sobretudo nos concelhos do Paul e Ribeira Grande.

Este ministério pretende, por isso, dotar Santo Antão de um plano sobre a gestão de água, conforme anuncio feito pelo ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva.

Santo Antão, segundo o MAA, precisa de “um plano consistente de intervenção e melhoria de gestão de água”, que passa pelo aproveitamento da água que se perde nas ribeiras, mas, também, pela aposta na micro-irrigação, cuja taxa de cobertura e, ainda, “baixa”.

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