O isolamento afecta, sobremaneira, os agricultores de Faial e Dominguinhas, no interior desse vale, os quais consideram “crucial” a construção da segunda fase da estrada de penetração de Alto Mira, para o futuro da agricultura nesse vale, um dos mais importantes de Santo Antão.

Os produtos, como a cenoura, repolho, batatas, tomates, são transportados através dos animais (burros e mulas) e quando chegam ao mercado já não têm qualidade”, lamenta António Duarte, um dos vários agricultores no interior de Alto Mira, que dizem “produzir para nada”.

Grande parte da produção agrícola nessas duas zonas fica perdida, precisamente, porque não há como fazer o escoamento dos produtos, segundo os agricultores, que dizem-me “muito castigados” pelo isolamento.

Elsa Dias, residente em Faial, dedica-se, também, à agricultura, mas diz que as famílias estão “a produzir sem quaisquer resultados”, devido a dificuldades no escoamento dos produtos, lembrando que o Governo tem estado a prometer estrada para o interior de Alto Mira.

A Associação dos Agricultores em Alto Mira considera, igualmente, que o problema do isolamento está a condicionar o desenvolvimento desse vale, um dos mais produtivos da ilha de Santo Antão e com enormes potencialidades não só a nível da agricultura como do turismo.

Para a edilidade portonovense, o desencravamento de Alto Mira, dadas as suas potencialidades económicas, é “um desígnio” do município do Porto Novo, pelo que o Governo deve “olhar, também, para esta localidade”.

Inforpress/fim

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