Ulisses Correia e Silva fez esta consideração na abertura do último debate estratégico sobre “Desenvolvimento da Economia Azul no horizonte 2030”, que acontece no âmbito da “Agenda Estratégica Cabo Verde Ambição 2030”, organizado pelo Ministério das Finanças, através da Direcção Nacional do Planeamento.

A visão do Governo para a economia azul no horizonte 2030, informou, é sustentada na transformação de Cabo Verde numa plataforma marítima e logística internacional e num país globalmente inserido na economia regional e mundial.

O Governo ambiciona ainda uma economia azul “inclusiva e sustentável “, enquanto um “importante acelerador do crescimento económico e catalisador de maior resiliência económica, mais emprego e mais bem-estar para as populações”.

“A economia azul é um dos principais aceleradores do desenvolvimento sustentável de Cabo Verde com forte potencial na contribuição para o PIB e para a criação do emprego. O Governo assume, claramente, a economia azul como uma das principais âncoras do desenvolvimento do País”, assegurou.

Informou que estão a trabalhar para este efeito e vão reforçar as acções no sentido de mobilizar parcerias e investimentos, partilhar riscos com os privados nos investimentos estratégicos e participar activamente em organismos regionais e internacionais sobre a economia azul.

Ulisses Correia e Silva lembrou que o Governo criou o Ministério da Economia Marítima como um instrumento integrador e impulsionador das políticas públicas no domínio da economia azul.

O executivo, acrescentou a mesma fonte, criou ainda a Zona Económica Especial Marítima em São Vicente para oferecer um quadro “corrente e consistente”, para atracção de investimentos privados, nacionais e estrangeiros em diversas áreas do ecoturismo ligado ao mar, a actividade portuária, transportes marítimos, pesca, indústria, aquacultura, reparação naval, desporto náutico, entre outros.

Ajuntou ainda que foi criado o Campos do Mar para dotar Cabo Verde de recursos humanos qualificados nos diversos domínios da economia azul.

Participaram ainda na abertura do debate a directora geral do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Marie-Laure Akin-Olugbade , a directora geral adjunta da FAO, Helena Semedo, e o vice primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia.

Durante o debate de hoje pretende-se criar um espaço de debate, recolha de subsídios, construção de consensos, conhecimento, partilha e sensibilização sobre as oportunidades que a economia azul oferece para o desenvolvimento sustentável de Cabo Verde no horizonte 2030.

AM/ZS

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