O ateliê junta técnicos do Instituto do Mar (Imar), ex-INDP, e de instituições como a Secretaria de Estado da Economia Marítima, Direcção Nacional dos Recursos Marinhos, Instituto Marítimo Portuário, Guarda Costeira, Unidade de Inspecção e Qualidade, conserveiras e parceiros espanhóis, entre outros.

O objectivo é melhorar o conhecimento e a gestão das pescas da União Europeia (UE), fora da Europa, contribuindo para a sustentabilidade e sua rentabilidade a longo prazo.

Segundo o técnico do Centro Tecnológico do Mar de Espanha (Cetmar), Duarte Vidal, através da FarFish, que é uma plataforma de interacção entre diferentes utentes, a ideia é tratar de fornecer recomendações para todo o sector das pescas.

Recomendações, assinalou, que estão relacionadas “fundamentalmente” com o reporte de informações sobre as capturas e o estado dos stocks, principalmente com duas espécies, o espadarte e o tubarão azul.

O que se deseja, segundo a mesma fonte, é melhorar os conhecimentos científicos, por um lado, e, também, por outro, a melhoria do controlo, não como sanção, mas como forma de monitorizar e procurar a transparência nos dados da pescaria que são reportados às autoridades.

“Ou seja, colocar todas as frotas na mesma linha de transparência e tratar de identificar as questões que não estão ainda implementadas e fazer com que elas sejam implementadas de forma clara”, reforçou.

Duarte Vidal reconhece, por outro lado, não ser fácil ter números fiáveis de captura, se os operadores não estiverem envolvidos, com observadores a bordo, mas a ideia, sustentou, é envolver todas as frotas e pescadores, da União Europeia ou outras com as quais Cabo Verde mantém acordos.

Cabo Verde tem todo o interesse em seguir as recomendações, como avaliação de recursos, segundo a presidente do Imar, Osvaldina Silva, até porque, sintetizou, os oceanos estão em perigo, há muitas espécies em vias de extinção, algumas sobre-exploradas, pelo que há que “correr atrás” para “corrigir os erros” da acção humana.

“Temos que unir sinergias, fortalecer as parcerias e as cooperações técnico-científicas para melhorar conhecimento e ter informações de qualidade,  daí sair recomendações que vão ao encontro do uso racional dos oceanos”, considerou a presidente do Imar, ex-INDP.

Aliás, Osvaldina Silva reiterou o compromisso de Cabo Verde para com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), nomeadamente as metas do ODS 14 (conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos), através de adopção medidas que se quer duradouras, sobretudo para os países ou pequenos estados insulares em desenvolvimento.

O ateliê decorre durante o dia de hoje na sala de reuniões do Imar (instalações do ex-INDP), na Cova de Inglesa.

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