Cabo Verde tem uma estimativa de crescimento recente de 7,5 por cento determinado sobretudo pelo investimento e uma taxa de inflação média de 4,5 por cento segundo informações avançadas pelo governador do Banco de Cabo Verde (BCV), Carlos Burgo, no ISEG, em Lisboa.
O seminário que reuniu docentes universitários, empresários portugueses e estudantes visava abordar as oportunidades e desafios de integração do país na economia mundial e foram frisadas as implicações da crise internacional na economia cabo-verdiana.
Carlos Burgo evidenciou que o financiamento da economia nacional está assente no investimento e imobiliário turístico que já superaram no dobro as remessas dos emigrantes que por sua vez está muito acima da Ajuda Pública ao Desenvolvimento.
Baseado num estudo da National Geographic Traveler que atribui a Cabo Verde a pontuação de quatro numa escala deque varia de 1/6 o governador apontou como principais bases para o desenvolvimento nacional do turismo a segurança, o aumento da diversidade da oferta turística, o turismo sustentado e a ligação do turista com a cultura local.
A política cambial fixa com o euro tem sido o elemento estabilizador da economia. Igualmente, Carlos Burgo não deixou de referenciar a necessidade de uma maior flexibilidade na gestão macro-económica e dos choques externos.
No debate que contou com a presença do embaixador, Arnaldo Ramos, e do vice-presidente da Câmara do Comércio Indústria e Turismo Portugal Cabo Verde, João Chantre, os estudantes e empresários e professores abordaram junto do governador algumas questões relacionadas com a politica de combate a pobreza, a política das taxas de juros, entre outras.
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