Olavo Correia fez estas considerações em declarações à Inforpress, na Cidade da Praia, à margem da academia “O futuro do trabalho e os empregos do futuro”, promovida pelo Governo de Cabo Verde no quadro do programa de Apoio ao Emprego, Empregabilidade e Inserção- Jov@Emprego, na qual participou no painel ““A voz aos jovens””.

“Toda a política do Governo está virada para a juventude. Portanto, a juventude é parte interessada e activa, mas, sobretudo, o objecto final da nossa intervenção”, declarou o governante, reforçando que é a pretensão do executivo ter jovens qualificados, “bem formados” e com atitudes e condições para empreender.

Olavo Correia, que é também ministra das Finanças, adiantou, por outro lado, que ambicionam, também, uma juventude que produz, inova e exporta os seus produtos e com condições para competir à escala regional e mundial.

No seu entender, com talentos, e se os jovens tiverem “todas as condições”, vai se conseguir acelerar o crescimento económico do país.

“Estamos a trabalhar para melhorar os ecossistemas para darmos aos nossos talentos os instrumentos de que precisam para colocar a sua capacidade ao serviço de Cabo Verde”, garantiu.

No entanto, ressalvou que dado ao contexto de um mundo global, os jovens têm “oportunidades enormíssimos” no turismo, desporto, cultura, artesanato, indústrias criativas, entre outros sectores da actividade económica”.

“É a nossa obrigação trabalhar para que possamos acelerar essa dinâmica de criação e inovação de produção, para que os jovens possam estar em Cabo Verde, mas saberem estar no mundo”, reconheceu.

Instado a comentar sobre o facto de muitos jovens terminarem a licenciatura e sair do país, Olavo Correia respondeu nesses termos: “Os jovens podem emigrar. Penso que não é um problema maior, o que importa é nós criarmos oportunidades em Cabo Verde para que os jovens possam ficar aqui e trabalhar para o país e para o mundo inteiro”.

Conforme adiantou, é preciso criar condições para que a diáspora cabo-verdiana possa estar interligada com o país e continuar a prestar serviços para a Nação nos sectores como a saúde, transporte, tecnologias e educação.

“Temos que olhar Cabo Verde como um país verdadeiramente diaspórico, em que o país não é apenas o território, mas sim todos os cabo-verdianos espalhados pelo mundo”, demonstrou.

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