Olavo Correia fez essas considerações, em declaração à imprensa à margem do workshop de socialização dos anteprojectos do diploma que estabelece os princípios e normas aplicáveis ao recrutamento e selecção e sistema de avaliação de pessoas e dirigentes intermédios da Administração Pública, quando foi instado a comentar as declarações da presidente do PAICV sobre o assunto.

“É um negócio entre privados e acho que devemos criar um quadro de estabilidade. As reformas são sempre processos complexos e o processo está a andar bem e é importante que as empresas tenham recursos financeiros para financiar o seu plano de negócios. É muito importante que tenham gerado confiança no mercado para que tenham acesso ao financiamento. Temos de avaliar isso de forma positiva”, disse.

O governante salientou que é preciso deixar que o mercado funcione e declarou-se convencido em como é possível fazer de Cabo Verde um hub de transportes aéreos de passageiros e uma zona franca comercial a partir da ilha do Sal.

“É muito importante que todos nós contribuamos para que isso seja realidade para que os jovens cabo-verdianos tenham nova oportunidade de emprego, não apenas no turismo, mas também nos transportes nos sectores a montante e a jusante deste sector”, notou.

A CVA assinou na passada sexta-feira, 12, na Cidade da Praia, uma linha de crédito de 24 milhões de dólares (cerca de (2.349.290.000 ECV) financiada pelo Banco Internacional de Cabo Verde (BICV) e pelo Ecobank para impulsionar o desenvolvimento da empresa.

Para a presidente do PAICV, Janira Hoppfer Almada, esse empréstimo de 24 milhões de dólares a Cabo Verde Airlines junto à banca nacional dá razão ao seu partido em relação às dúvidas que tinha quanto à venda da TACV.

“Este negócio foi totalmente obscuro. Reiteramos que a companhia de bandeira (a TACV) foi vendida por 48 mil contos e ainda o Estado não recebeu nenhum tostão”, disse Janira Hopffer Almada, para quem o “mais grave” é o facto de o país assumir a responsabilidade de “pagar todas as dívidas” da anterior transportadora aérea nacional, enquanto “foi entregue todo o activo que poderia ajudar a pagar essa dívida”.

A líder do Partido Africano da Independência de Cabo Verde fez essas considerações à imprensa à margem da reunião do conselho nacional desse partido e disse que “uma coisa é o país a endividar-se por uma companhia que é sua e outra coisa é os cabo-verdianos estarem a assumir dívidas de uma companhia que não é nossa”.

Inforpress/fim

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