Olavo Correia fez estas declarações no encerramento da academia “O futuro do trabalho e os empregos do futuro”, promovida pelo Governo de Cabo Verde no quadro do programa de Apoio ao Emprego, Empregabilidade e Inserção- Jov@Emprego, na qual participou no painel ““A voz aos jovens””.

“Nós temos que preparar a nossa comunidade e o nosso país para este novo contexto. Utilizar o digital para colocar Cabo Verde no centro e não continuarmos a ser um país periférico. Com isso, podemos utilizar a nossa diáspora para sermos uma grande Nação, aproveitando as competências que temos, não só no território, mas em todo o mundo”, declarou.

Segundo o também ministro das Finanças, a visão do executivo é fazer de Cabo Verde um país plataforma nos domínios tecnológico, financeiro, turístico, industrial, assim como dos transportes.

“Para fazermos tudo isso, temos de ter gentes preparadas e jovens qualificados. No contexto em que vivemos em um mundo hoje sem limites, isso coloca novas exigências em relação a cada um de nós”, admitiu.

No seu entender, a competência actual “não é apenas territorial, mas sim global”. Daí, segundo ele, para se ambicionar um país desenvolvido e com a “vida melhor” é necessário equiparar-se com “os melhores na escala do mundo”.

De acordo com o governante, mesmo estando em Cabo Verde, as empresas podem ser competitivas, desde que estejam munidas de instrumentos e competências, assim como “as melhores do mundo”.

“Tempos que ter capacidade para adaptarmos-nos a cada momento, trabalhando em Cabo Verde e fora de Cabo Verde”, demonstrou, salientando que para se ter “todas as competências”, são necessários um percurso e uma curva de experiências, que possam “abranger vários sectores”.

“O caminho tem que ser de autoresposabilização de cada um de nós. Temos que ser criativos lá onde podemos ser úteis para a comunidade. Valorizar as profissões, mas, sobretudo, estarmos alinhados com aquilo que é o futuro”, observou.

Olavo Correia afiançou ainda que o futuro vai ser, “cada vez mais, menos burocracia”, tendo conta a inteligência artificial, os robôs e todos os sistemas para fazerem as rotinas.

Entretanto, indicou que o caminho tem que ser de inovação, criatividades, criação de valores e foco na felicidade, que, segundo ele, “é muito importante”.

“Cabo Verde tem que apostar na educação e na juventude. Nós temos um povo que é generoso, mas que precisa de um melhor ecossistema, de um melhor ambiente de negócios e de incentivos concretos para que possam fazer mais”, enfatizou.

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