“É um valor expressivo, 1,5 bilhões de euros concretizados de financiamentos para a economia cabo-verdiana nos domínios da saúde, turismo, transportes marítimos e aéreos, telecomunicações e formação profissional e investimento da nossa diáspora”, revelou à imprensa o governante, na hora do balanço sobre o fórum realizado durante três dias na cidade turística de Santa Maria, na ilha do Sal.

Este optimismo é também partilhado pelo membro do Conselho Superior das Câmaras de Comércio, Gualberto do Rosário, que conforme afirmou, se está perante “um dos mais importantes eventos de promoção do desenvolvimento de Cabo Verde jamais acontecido no país”.

O vice-primeiro-ministro, fazendo um balanço para a imprensa, garantiu que este fórum revelou que há uma “grande confiança na economia cabo-verdiana”, sublinhando que foram assinados contratos com investidores de vários países e que todas as ilhas do país serão contempladas com os investimentos.

“Constatámos que outros que vêm de fora têm mais confiança nesta República do que nós que estamos aqui”, lamentou, acrescentando que os cabo-verdianos têm que passar uma “imagem positiva” do país.

“Cabo Verde não é nem pobre nem pequeno, Cabo Verde é um grande país, com uma grande ambição, há muita gente que acredita no nosso país e nós temos que criar as condições para concretizar projectos que são estruturantes para a nossa economia. Não podemos é continuar a fazer mais do mesmo”, lançou o governante, dizendo que o país “não deve prosseguir com o discurso da lamúria, do passa-culpas e do não-fazer”.

Na sua perspectiva, os três dias de trabalho do fórum foram “interessantes”, com um “resultado extraordinário” e prometeu que haverá o seguimento para que os acordos, protocolos e memorandos de entendimentos assinados possam ser concretizados.

Garantiu que, no próximo ano, o país vai organizar um segundo fórum, que espera venha a ser “ainda muito melhor”, já que a actual equipa estará com “mais experiência”.

“Temos uma excelente equipa que organizou o fórum e o ministro quase que não teve intervenção”, indicou Olavo Correia, destacando a “satisfação manifestada pelos participantes” e, isto, nas suas palavras, “é bom” porque se passou uma “mensagem positiva” de Cabo Verde e do seu futuro”.

Instado se doravante o desafio será no sentido de trabalhar para que os contratos assinados se efectivem, respondeu nesses termos: “Somos pagos para isso. Os contribuintes pagam-nos todos os meses para fazermos as coisas acontecer. Temos que trabalhar de manhã à noite, falando menos e fazer mais para mudarmos a vida dos jovens cabo-verdianos”.

Enquanto governante, mostra-se “motivado” por estar a contribuir para que seja construído um hospital de referência no país e, consequentemente, criar as condições no sentido de os quadros cabo-verdianos, nomeadamente os médicos, prestarem serviço em Cabo Verde.

“Finalmente, depois de mais de 40 anos da independência, o país vai ter um hospital que se preze em qualquer parte do mundo e que sirva a todos os cabo-verdianos em qualquer ponto do arquipélago”, acentuou, lembrando que a futura unidade hospitalar vai “mudar o quadro no domínio da saúde, acabar com as evacuações e o sofrimento social” que muitas famílias são obrigadas a gerir durante anos e anos.

A construção do futuro hospital, avaliado em 50 milhões de euros (5,5 milhões de contos), está prevista para se iniciar daqui a seis meses, na Cidade da Praia, de acordo com o representante da Santa da Misericórdia do Porto (Portugal), uma das entidades envolvidas no projecto, juntamente com a Vamed (grupo austríaco do sector da saúde) presente em 90 países do mundo.

O cabo-verdiano Emanuel Figueiredo, que há 25 anos exerce medicina em Portugal, anunciou à imprensa que o hospital, terá a capacidade para 200 camas, ocupando uma área de cerca de 22 mil metros quadrados.

Para este quadro cabo-verdiano da diáspora, o melhor hospital do país vai ser uma realidade num prazo de 33 meses, a contar do início das obras, e será a “concretização de um sonho”, enquanto médico e investidor.

Não avançou o local que vai acolher o hospital, mas foi adiantando que há duas hipóteses: uma na zona de Palha Sé, ao pé do Aeroporto Internacional da Praia, Nelson Mandela, e outra em Palmarejo Grande.

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