Em nota divulgada hoje, a propósito das reuniões que tem mantido com vários setores sobre o Orçamento Retificativo, a levar ao parlamento ainda este mês, o vice-primeiro-ministro, Olavo Correia, afirma que o setor da saúde, nomeadamente devido aos efeitos da pandemia de COVID-19, será “a primeira prioridade do Governo” nessa proposta.

Através do “novo Orçamento” para 2020, explica Olavo Correia, que é também ministro das Finanças, o Governo pretende, “entre outras medidas e políticas, assegurar, com sentido de imperatividade, os cuidados de diagnóstico e de tratamento dos doentes da COVID-19″, bem como “privilegiar a reformulação do sistema de vigilância epidemiológica para dar resposta em contexto de emergências sanitárias”.

“Neste sentido, o Governo vai investir de 3,5 milhões de contos [31,6 milhões de euros] no Sistema Nacional de Saúde, com o objetivo de, até ao final do ano, assegurar uma melhor resposta do setor e aumentar a segurança sanitária”, acrescentou.

Defendeu que “é também intenção do Governo promover parceiras público-privadas para oferta de serviços de saúde de nível mundial”, neste caso envolvendo “a participação da diáspora e a valorização do digital”.

“Investimentos serão mobilizados para a construção do Hospital de Cabo Verde e para melhorar as infraestruturas de saúde em todas as ilhas, nomeadamente nas ilhas mais turísticas”, garantiu ainda.

Tal como anteriormente anunciado pelo Governo, o Orçamento Retificativo prioriza os recursos humanos na área da saúde, devido à COVID-19, assegurando a verba necessária para o pagamento aos 317 profissionais recrutados no âmbito da pandemia.

“Reforço do programa nacional de investigação na componente saúde e a implementação do projeto do reforço da capacidade de diagnóstico com o equipamento das estruturas de saúde. Neste quadro, promover Cabo Verde como plataforma de serviços de saúde é também premente, tendo em conta que poderá, efetivamente, densificar e consolidar a procura turística do país”, apontou.

A proposta de Orçamento do Estado Retificativo ainda não é conhecida publicamente, mas o Governo cabo-verdiano já adiantou algumas previsões que constam do documento a levar ao parlamento nos próximos dias. Prevê um cenário de forte recessão económica, que poderá oscilar entre os 6,8% e os 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB), sobretudo devido à perda de receita com o Turismo, que garante 25% da riqueza do país. A dívida pública poderá chegar aos 150% e o défice das contas públicas aos 11,4% do PIB”.

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