De acordo com um comunicado de imprensa da IGAE, a operação, que tinha como foco a conservação dos produtos alimentares durante o transporte (marítimo e terrestre) e a prevenção de atos criminais, culminou com a apreensão de 2880 garrafinhas aguardentes, 10 barris de 200 litros de aguardente e boias de 25 litros sem nenhuma informação de produção.

A mesma fonte adianta que foram ainda apreendidas carnes provenientes de abates clandestinos, sem, no entanto, especificar a quantidade.

Paralelamente, adianta o comunicado, foram detetadas misturas de produtos alimentares com produtos tóxicos (perigos químicos).

Durante a operação, que envolveu a polícia de trânsito, polícia marítima, policia fiscal e Unidade de Piquete do comando Regional Sul, foi fiscalizada cerca de uma centena de viaturas de transporte de alimentos e destas 95% não apresentavam condições de frio e de congelação para transportar produtos que requerem conservação especial.

Na perspetiva da IGAE, este incumprimento “periga” a saúde dos consumidores e “tira sensação” de segurança no consumo, fazendo com que haja desaproveitamento do potencial de consumo existente no país.

“Esta situação agrava-se com o fluxo entre ilhas de produtos que requerem refrigeração e congelação” indicou.

A operação não foi só para repressão e apreensão. A oportunidade foi também aproveita para ações preventivas, com distribuição de brochuras informativas sobre transporte de alimentos, como forma de sensibilizar os operadores da importância desta atividade.

Operações similares vão ser realizadas proximamente nas ilhas do Sal, da Boa Vista e São Vicente.