Segundo o formador Rui Dias, com esta acção pretendem ajudar os criadores da ilha do Maio a melhorarem a parte nutricional dos seus rebanhos, de modo a conseguirem melhoria nas suas produções.

Para este formador, a ilha tem “muito potencial” para criação de animais, tendo em conta que existe campo suficiente para tal, de modo que é preciso serem adoptadas novas tecnologias para que o criador venha a ter rentabilidade.

“Neste momento, o rebanho do Maio não é o ideal para ser explorado, porque são animais com potencial produtivo muito baixo e com a presente conjuntura todo e qualquer alimento que possamos ter, para uma mais-valia para o nosso rebanho, deveríamos, pelo menos, ter um animal de melhor qualidade”, considerou.

Conformou explicou Rui Dias, um ou outro criador, por iniciativa própria, tem vindo a fazer introdução de raça melhorada na ilha do Maio, mas a criação de animais tem sido de forma “muito arcaica, sem nenhuma direcção técnica”.

Por isso, defende a introdução de novos animais na ilha, paulatinamente, mas acompanhado de várias formações praticas dirigidas a certo tipos de técnicas para se conseguir melhor a produção e ter rentabilidade.

Para Rui Dias, a falta de água na ilha é uma “questão contornável”. O que, na sua opinião, está a ser necessário “é mostrar os criadores como fazer, porque, segundo disse, existe uma técnica de campo de produção de foragem, “só que não é aplicada e informada correctamente aos criadores”.

Esta acção de formação é promovida pelo Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), em parceria com Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).

Ela enquadra-se no âmbito do projecto “Assistência de urgência para o reforço dos meios de existência de criadores vulneráveis afectados pela seca”, orçado em cerca de 500 mil dólares e que vem sendo implementado desde 2017.

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