No mês passado, a taxa de inflação foi de 23,5%, uma descida em relação aos 65,2% registados em agosto, indicou Alfonso Marquina, da comissão de finanças da AN, em conferência de imprensa.

A inflação acumulada entre outubro de 2018 e setembro de 2019 situou-se nos de 50.100,3%, acrescentou o deputado.

“A hiperinflação persiste. A manter-se esta tendência, podemos ter valores superiores aos sete dígitos até ao final do ano”, disse Marquina.

O mesmo deputado acrescentou que os medicamentos registaram a mais alta taxa de inflação, 43%, seguidos dos alimentos e bebidas não alcoólicas, com 42%.

“A hiperinflação persiste e com ela a baixa qualidade de vida e da capacidade de compra”, obrigando a maioria dos venezuelanos a gastar todo o salário para “comer algo” ou comprar medicamentos, afirmou.

Em janeiro de 2019, a inflação foi de 191,6%, em fevereiro 53,7%, em março 18,1%, em abril 44,7%, em maio 31,3%, em junho 24,8%, em julho 33,8% e em agosto 65,2%.

A Venezuela, um país com enormes reservas petrolíferas, entrou em hiperinflação em finais de 2017.

A comissão de finanças da AN, onde a oposição é maioritária, começou, em janeiro de 2017, a divulgar um índice de preços ao consumidor, depois de o Banco Central da Venezuala (BCV) ter estado mais de um ano sem publicar vários indicadores, incluindo a inflação.

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