Raúl Estrela fez essas considerações no âmbito das celebrações do Dia Internacional da Juventude, assinalado a 12 de Agosto, ao mesmo tempo que apela às autoridades a uma fiscalização mais apertada às empresas onde operam centenas de jovens trabalhadores.

É que, segundo o líder da JpD local, os patrões estarão decerto a pensar mais na estabilidade do seu negócio, do que na estabilidade dos vínculos dos seus trabalhadores.

Raúl Estrela faz essa leitura, considerando a incerteza provocada pelo carácter temporário do vínculo contratual a que o trabalhador está sujeito, isto é, contratos a termo, contratos de trabalho temporário, entre outras situações.

“Estamos a ver que o Governo está a trabalhar, de facto, no sentido de combater o desemprego, a precariedade laboral, através de formações, estágios profissionais… mas outra realidade bem diferente é ver a debilidade dos contratos que não garantem estabilidade laboral, especialmente aos jovens, neste caso concreto”, explicou.

Tendo em linha de conta os desafios que se colocam à juventude, a mesma fonte acautela que a insegurança face à estabilidade, duração e qualidade do vínculo laboral tem repercussões, efeitos, a vários níveis, nomeadamente mentais físicos e sociais, conforme disse.

Perante a situação, Raúl Estrela chama mais uma vez a atenção das autoridades no sentido de se criar um ambiente laboral melhor no país para que as pessoas, os jovens possam ver as suas condições de vida melhoradas.

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