“É um instrumento de avaliação que permite que as instituições possam avaliar as suas ações, redefinir as suas atuações e identificar os constrangimentos”, precisou Edna Oliveira, acrescentando que o objetivo subjacente a este projeto é o de conseguir “introduzir melhorias” no setor da Administração Pública.

A governante fez estas considerações à imprensa, à margem do ato e abertura de uma formação iniciada nesta segunda-feira, no quadro da implementação do projeto Estrutura Comum de Avaliação na Administração Pública (CAF), que abrange oito orgânicas e entidades da Administração Pública Cabo-verdiana.

Instada sobre os desafios da implementação do projecto, reconheceu que tudo que é novo “enfrenta resistência”, porque, prossegue, o CAF implica uma “mudança de atitude e comportamento” e, logo, haverá alguns “constrangimentos que têm a ver com introdução de processos novos”.

“Contamos com a colaboração dos dirigentes e, por isso, é de extrema importância esta formação”, indicou a governante, que espera que esta ação formativa tenha efeito multiplicador junto dos demais colaboradores da Administração Pública.

Na sua perspectiva, é preciso uma atitude de “comprometimento e engajamento total” por parte dos dirigentes, o que implica o conhecimento do plano estratégico por parte destes, porque, segundo a governante, os responsáveis, conhecendo os desafios e as metas que devem atingir, “poderão orientar e liderar a equipa que os ajudará a implementar o plano”.

Este curso enquadra-se no projeto de revisão funcional da Administração Pública com vista à identificação dos aspectos que mais afetam diretamente o desempenho da máquina pública.

Com a duração de quatro semanas, é destinado a altos dirigentes e funciona em regime e-learning, sendo ministrado pelo Centro CAF da Direção-Geral da Administração Portugal de Portugal.

É financiado pela União Europeia, com o suporte técnicos da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI).