De acordo com a Portaria nº16/2020, publicada no Boletim Oficial (BO), podem candidatar-se cidadãos cabo-verdianos com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos e que apresentem um projecto que agrega valor, ligado ao desenvolvimento de uma ideia inovadora de negócio de base tecnológica.

Os candidatos devem ainda possuir um curso superior ou profissional (3 a 5) nas áreas das TIC, não se encontrar a beneficiar de uma bolsa para os mesmos fins, não possuir uma empresa ou startups com maturação superior a 24 meses e demonstrar sentido de responsabilidade.

Podem ainda, segundo a mesma fonte, ser elegíveis os empreendedores que se encontrem com frequência no último ano do curso de licenciatura nas áreas das TIC ou ter um curso superior em outra área que não das TIC, mas desde que apresentem um projecto inovador que agregue valor ligado ao desenvolvimento de uma ideia de negócio de base tecnológica.

Em declarações à imprensa, por altura da apresentação do projecto no passado dia 03 de março, o secretário de Estado para Inovação e Formação Profissional, Pedro Lopes, esclareceu que este programa vai financiar um total de 50 ‘startups’, tendo como público-alvo os jovens no último ano de licenciatura das áreas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).

“Durante seis meses vamos dar 30 mil escudos a cada jovem que quer concretizar a sua ideia de negócio na área digital, para além de espaço para incubação de ideias (…) , sem se preocupar com o custo da Internet e aconselhamento técnico”, explicou.

A ideia, segundo o governante, é que a valia dos projectos apresentados seja recompensada com um valor de apoio durante seis meses, de modo a serem concretizados.

A Bolsa Cabo Verde Digital faz parte da Agenda Cabo Verde Digital, aprovada pelo Governo, com base numa “nova visão nacional” para a banda larga e que aposta no dividendo digital e nos complementos analógicos transformando o país num Centro Digital, a ser concretizado em 2020.

O projecto, avaliado em cerca de 35 milhões de euros (3,8 milhões de contos), financiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e com contrapartida do Estado de Cabo Verde em cerca de quatro milhões de euros, é a visão do arquipélago como um Centro das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) preconizada para a IX Legislatura.

A iniciativa tem como objectivo contribuir para a diversificação económica e alavancar tecnologias digitais articuladas no Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável (PEDS) para o período 2018-2030 para sectores como saúde, educação, transporte, e um “acelerador eficaz” no sector de turismo.

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