Um litro de gasolina sem chumbo na bomba passou de 3,42 para 4,97 dólares RTGS, moeda de troca local, e o litro de gasóleo subiu de 3,38 para 4,89 dólares RTGS.

A decisão de aumento dos combustíveis surge na sequência da medida do Banco Central do Zimbabué (ZRB) de suprimir uma forma de subvenção que acordara com as sociedades locais para a compra de petróleo no mercado internacional.

O ZRB suprimiu, na segunda-feira, a vantajosa taxa de paridade de 1 dólar americano por 1 dólar RTGS, que estava acordada com os importadores de produtos petrolíferos, apesar da forte desvalorização da moeda local em relação à moeda norte-americana.

O Zimbabué atravessa, há vários anos, uma grave crise financeira, marcada por uma inflação forte e falta de divisas estrangeiras, que estragularam a sua economia.

Emmerson Mnangagwa, atual Presidente do Zimbabué, que sucedeu, em 2017, a Robert Mugabe, no poder durante décadas, prometeu crescimento e mais investimentos naquele país de África, que tem fronteira com Moçambique, mas a sua política não tem tido sucesso.

O seu Governo decidiu em fevereiro último suprimir a paridade fixa entre o dólar americano e a pseudo moeda do Zimbabué, as "bond notes" rebatizadas mais tarde de dólar RTGS, cujo valor não para de se degradar.

A operação não tem sequer o efeito de controlar a inflação (75% ao ano, em abril).

Após meses, a população do país viu subir novamente importantes produtos de primeira necessidade, como a farinha, os medicamentos ou o petróleo.

Em janeiro último, o governo já tinha mais que duplicado o preço dos combustíveis para travar a escassez. Mas a sua decisão causou várias manifestações, reprimidas por uma violenta repressão.

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