O programa GEF (Global Environment Facility), implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), já subvencionou, nos últimos sete anos, em Cabo Verde, 105 projetos, no valor que ultrapassa dois milhões e 500 mil dólares norte-americanos.

Lançado em 1992, este programa de pequenas subvenções do Fundo Mundial para o Ambiente foi operacionalizado em Cabo Verde em agosto de 2009 e as primeiras subvenções começaram a ser implementadas a partir de julho de 2010.

Nesses sete anos, refere uma nota do GEF, foram financiados em todo o arquipélago mais de uma centena de projetos ligados ao setor ambiental, estando, presentemente, em execução 12 programas a nível nacional, quatro dos quais na ilha de Santo Antão, onde o GEF centrou a sua ação desde 2015.
Santiago, São Nicolau, Boa Vista e Maio são as outras ilhas abrangidas pelo programa.

Em Santo Antão, os projetos financiados, neste momento, incidem, sobretudo, na produção agrícola de forma sustentável em Ribeira da Cruz, Martiene e Chã de Norte, na produção de energia limpa em Ribeira Alta e Figueiras e na transformação normalizada de frutas no vale da Garça.

O GEF, que, atualmente, financia projetos ambientais em 126 países, promove, a partir desta sexta-feira, e durante três dias, no Porto Novo, um encontro de troca de experiência com dez organizações parceiras subvencionadas por este programa, em todo o território nacional.

O encontro, que tem lugar em Ribeira da Cruz, visa, essencialmente, a partilha de experiências sobre métodos de execução e criação de condições de sustentabilidade de projetos ambientais comunitários.

A iniciativa, promovida em parceria com a Associação dos Agricultores da Ribeira da Cruz, e delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) do Porto Novo, entre outros parceiros, constitui ainda uma oportunidade para se reforçar os conhecimentos sobre boas práticas e soluções inovadoras para a gestão associativa.

Do ponto de vista ambiental, Cabo Verde foi sempre afetado por pressões e destruição de determinados “habitats” e ecossistemas, e por práticas agrícolas insustentáveis e os projetos subvencionados pelo do GEF têm tido papel importante na implementação das políticas ambientais no país.