De acordo com dados das Previsões Económicas Mundiais (‘World Economic Outlook’, WEO) hoje divulgadas, a instituição sediada em Washington reviu em alta as previsões da atualização do WEO de julho, quando estimava um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 0,8%.

Já para 2020, o FMI reviu em baixa as estimativas de forma mais acentuada, prevendo uma baixa de quatro décimas face à atualização de julho, data em que o FMI previu um crescimento de 2,4% do PIB brasileiro.

Os números contrastam com o crescimento registado no ano passado, de 1,1%.

A inflação projetada pelo FMI deverá ser de 3,8% em 2019 e 3,5% em 2020.

Para este ano, o Fundo realçou no seu relatório que o crescimento económico “regressou no segundo trimestre no Brasil, depois de uma contração devida, em parte, a um desastre mineiro”, na barragem do Brumadinho, em Minas Gerais, cujos últimos dados registam 251 mortos.

Nas suas previsões, a instituição liderada por Kristalina Georgieva menciona a “queda abrupta” do crescimento económico mundial, salientando que “o abrandamento foi ainda mais pronunciado nos mercados emergentes e economias em desenvolvimento, incluindo o Brasil, Índia, México e Rússia”.

No entanto, para 2020, o FMI destaca que “70% da melhoria do crescimento económico” mundial venha de países como Brasil, México, Rússia e Arábia Saudita, bem como de países que registaram fortes quedas entre 2017 e 2019, como a Turquia ou o Irão.

A organização relaciona ainda a queda dos juros da dívida, no Brasil, com o “crescente otimismo de que a esperada reforma das pensões seja implementada”, e estima que a “esperada recuperação” ocorra em 2020, “alicerçada em política monetária acomodatícia”.

“No Brasil, a reforma das pensões é um passo essencial para assegurar a viabilidade do sistema de segurança social e da sustentabilidade da dívida pública. A subsequente consolidação fiscal gradual será necessária para cumprir o teto constitucional de gastos nos próximos anos”, adverte o FMI.

O Fundo refere ainda que “para aumentar o crescimento potencial, o Governo terá de prosseguir uma agenda ambiciosa de reformas, incluindo reformas fiscais, abertura comercial e investimento em infraestruturas”.

No mesmo documento, o FMI espera que a economia mundial cresça 3,0% em 2019 e 3,4% em 2020.

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