Em declaração à Inforpress, Manuel Mendes indicou que os operadores económicos compreendem a situação de dificuldades que a CV Interilhas atravessa, neste momento, com três navios parados, mas observa que mesmo assim devia existir um pouco mais de flexibilidade do lado da empresa em assegurar o transporte, pelo menos, dos produtos perecíveis como queijos, frutas e legumes.

Segundo o mesmo, no último sábado o navio Sotavento portou a ilha do Fogo, mas como foram informados de que não trabalham aos domingos, os operadores não fizeram a ordem de embarque para enviar os seus produtos que iam permanecer no armazém por mais de 24 horas, correndo o risco de estragar.

Esta segunda-feira, explicou, o mesmo navio voltou à ilha e sem quaisquer justificações, a empresa recusou-se a fazer as ordens de embarque e desta forma foram impedidos de enviar os seus produtos para a ilha de Santiago (Praia), questionando por isso se o barco veio à ilha só para o transporte dos passageiros.

“A culpa não é dos operadores económicos da ilha se os navios estão com problemas”, disse Manuel Mendes que falava em nome da empresa, do agrupamento e dos agricultores da ilha, indicando que a responsabilidade de serviço de transporte entre as ilhas é da empresa e devia encontrar uma solução para o problema.

Perante este cenário, Manuel Mendes questiona o que fazer com as mercadorias, que por serem perecíveis não aguentam uma ou duas semanas, ou se devem parar a produção enquanto a situação do transporte marítimo não for resolvida, lembrando que muitas pessoas estão afectadas.

Para o mesmo, neste momento a única maneira de escoar os produtos da ilha é via marítima já que a nível de transporte aéreo o custo é “exorbitante e, às vezes, mais caro às vezes que o próprio produto”.

As tentativas da Inforpress para ouvir a representação da empresa a nível da ilha para entender as razões da não realização de ordem de embarque e do transporte das mercadorias, resultaram infrutíferas.

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