A proposta, que visa apoiar os criadores de gado a fazer face aos constrangimentos provocados pela pandemia de novo coronavírus (covid-19), vai ser apresentada pelo presidente do conselho da administração da empresa, Jorge Nogueira, que também pretende negociar com o Governo neste sentido.

Quanto aos horticultores, Jorge Nogueira apontou que não serão isentos porque, explicou, o “volume de água é demasiado grande”, por um lado, e por outro porque neste momento os horticultores têm alguma produção e que apesar do mercado continuar ainda a ser menor, mas há esperança de que vai abrir nos próximos meses e terão possibilidades de colocar os produtos no mercado.

“Para os agricultores o que estamos a trabalhar junto do Governo, e que tem de ser feito, é a retirada dos 15 escudos do Imposto sobre Valor Acrescentado (IVA) por cada metro cúbico de água consumida, para a diminuição do custo de água”, afirmou o presidente do conselho de administração da Águabrava.

Este indicou ainda que a empresa não vai mexer na tarifa, tendo, no entanto, solicitado um estudo para conhecimento do custo de produção da água na ilha do Fogo, e com novas tecnologias introduzidas, nomeadamente o equipamento dos furos com energia fotovoltaica, para diminuir custo de energia na produção e exploração de água.

O responsável avançou ainda que a empresa está a analisar o custo da produção para depois proceder alteração na tarifa de água, evitando pôr em causa a sustentabilidade da Águabrava.

Lembrou que a mesma não é só a disponibilização de água para rega, mas é sobretudo uma empresa responsável pelo fornecimento de água para o consumo humano e a sua situação actual é bastante aceitável.

Jorge Nogueira salientou que o Governo já autorizou a realização dos outros furos, observando que um furo está por equipar e que serão realizados mais três furos para ter uma situação estável e um investimento muito mais forte para os agricultores.

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