O presidente da Câmara Municipal dos Mosteiros, Carlos Fernandinho Teixeira, considerou, em declaração à Inforpress, que a atribuição deste valor parece mais uma “provocação” porque, conforme explicou, “não é normal que um município eminentemente agrícola como Mosteiros e com uma produção quase nula no ano passado seja contemplado com valores inferiores a outros municípios com menos habitantes”.

“Vendo o número da população não sei que critério foi utilizado na atribuição das verbas, é uma autêntica discriminação e provocação à população e à autarquia dos Mosteiros” destacou Carlos Fernandinho Teixeira.

Este disse que no Boletim Oficial refere-se a três meses, mas o contrato programa celebrado é para nove meses, alertando que o valor não chega para cobrir as carências e dificuldades de dois meses, sobretudo da população da zona sul, do litoral do município e mesmo das zonas altas.

“Pela primeira vez registo uma pressão enorme da população da zona alta junto da câmara a solicitar emprego público, porque não consegue suportar a família, a situação é de penúria”, asseverou a mesma fonte, sublinhando que em mais de 90 por cento (%) de toda a extensão territorial do município não se registou qualquer produção, com excepção de Ribeira do Ilhéu e Atalaia (zona norte) que registou alguma produção.

O autarca espera por isso a ponderação do Governo e a criação de outros mecanismos de apoiar Mosteiros na resolução e atenuação dos efeitos do mau ano agrícola no município.

O valor de oito mil contos representa menos de um quarto do montante que a Câmara Municipal dos Mosteiros solicitou ao Governo para fazer face ao mau ano agrícola que era de cerca de 33 mil contos de modo a garantir perto de 600 postos de trabalho.

O programa está estruturado em quatro medidas, nomeadamente a gestão da escassez de água, salvamento do gado, actividades geradoras de rendimento e promoção de empregos nos locais para as famílias mais afectadas com várias acções que vão desde o reforço de adução e distribuição de água para agricultura de regadio, aquisição de kits de rega gota-a-gota, recolha de pasto, promoção e crédito às actividades geradoras de rendimento.

O Município dos Mosteiros é o que recebe menos valor, oito mil contos, já que Santa Catarina do Fogo foi contemplado com 10 mil contos e São Filipe com 12 mil contos.

O objectivo geral do programa de mitigação e de resiliência à seca é contribuir para o aumento da resiliência e adaptação às mudanças climáticas, através do reforço da capacidade de prevenção e de gestão das situações de crise decorrentes das secas e de outros eventos naturais extremos, consolidando os esforços de desenvolvimento sustentável nos domínios económicos, social e ambiental.

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