Para esta acção de formação, com duração superior a dois anos e ministrada pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), através do Centro de Emprego e Formação Profissional para as ilhas do Fogo e da Brava, são admitidos um total de 30 formandos, com idade entre os 18 e 37 anos, com 12º ano, sendo 24 da ilha do Fogo (oito para cada um dos municípios), quatro da ilha de Santiago (Santa Cruz, São domingos, São Salvador do Mundo e Santa Catarina) e um de Ribeira Grande (Santo Antão) e outro de S.Nicolau (Ribeira Brava).

A entidade promotora do curso é a Fundação Padre Ottavio Fasano, uma instituição de direito cabo-verdiano, sem fins lucrativos, que tem “compromisso sólido e concreto” em trabalhar para um futuro de justiça humana e espiritual para os mais necessitados em Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau, visando o desenvolvimento nos diferentes domínios.

O curso destina-se a jovens à procura do primeiro emprego ou trabalhadores, sem qualificação profissional e que pretendem desenvolver competências técnicas de intervenção na área de Viticultura e Enologia.

A realização deste primeiro curso de Enologia e Viticultura tem como parceiros o Governo de Cabo Verde, através do Instituto de Emprego e Formação Profissional/Centro de Emprego e Formação Profissional do Fogo (IEFP/CEFP – Fogo) e do Fundo de Sustentabilidade Social para o Turismo (FSST), as Câmaras Municipais da do Fogo, Adega de Monte Barro, Vinha Maria Chaves e a Escola de Enologia e Viticultura de Alba, Itália.

O coordenador do Centro de Emprego, António Cardoso, avançou à Inforpress que esta instituição já recebeu alguns pedidos de inscrição (18 da ilha do Fogo) e que espera um grande número de inscritos numa primeira fase que termina no dia 18 de Dezembro, seguindo a de triagem e de entrevistas para a selecção dos 30 formandos (19 de Dezembro a 10 de Janeiro de 2020) que vão frequentar o primeiro curso de Enologia e Viticultura.

As aulas teóricas decorrem nas instalações da adega de Monte Barro e as aulas praticas na Vinha Maria Chaves, propriedade da Associação de Solidariedade e Desenvolvimento (ASDE).

O curso vai ser ministrado por professores cabo-verdianos e italianos e segundo a organização, “tudo está bem encaminhado” para o arranque da acção de formação na data agendada, sendo que as propinas devem ser afixadas em três mil e quinhentos escudos por formando.

Os formandos seleccionados podem candidatar-se a bolsas junto do Fundo de Promoção do Emprego e Formação Profissional e a ideia é que as câmaras municipais suportem a deslocação e estada do formando que virá de cada um dos concelhos eleitos.

Este curso, que é suportado pela Associação de Solidariedade e Desenvolvimento (ASDE), Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e pelo Fundo de Sustentabilidade Social para o Turismo (FSST), está orçado em mais de 25 mil contos.

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