Ao presidir a cerimónia de abertura do curso de enologia e viticultura, o primeiro a ser realizado em Cabo Verde, e do Centro de Formação em Viticultura e Enologia no país, baptizado com o nome Pier Luisa Pautasso, Olavo Correia deixou a garantia de que o executivo vai criar condições financeiras para que o centro tenha futuro e alunos no futuro.

“Vamos fazer desta escola um centro de formação perene, não só para jovens cabo-verdianos, mas para jovens africanos e tentar uma perspectiva da sua internacionalização e dar oportunidade aos jovens africanos que precisam deste sector para singrar na vida”, disse o vice-primeiro-ministro.

O governante teceu elogios ao padre Ottavio Fasano ao idealizar o curso com duração de dois anos, observando que ser cabo-verdiano é fazer e trabalhar por Cabo Verde e não apenas a questão de ter nascido em Cabo Verde, razão porque o padre Fasano “é um autentico cabo-verdiano” que tem feito muito e que os projectos são de qualidade.

Centralizando a sua intervenção nos itens como confiança, serviço, pessoas e cultura, Olavo Correia lembrou que “a vida é uma escola de servir”, e que o objectivo é dar aos jovens as condições para poderem colocar as suas capacidades ao serviço de Cabo Verde, com dignidade.

Admitiu, entretanto, que para tal é preciso ter as qualificações necessárias e esta escola de enologia e viticultura e esta acção de formação, segundo ele, vão acrescentar valor aquilo que se faz hoje, com competência, conhecimento, utilizando as melhores práticas e o estado de arte que existe.

“Estamos numa ilha com enorme potencialidade a nível de turismo, agroindústria, cultura, com uma diáspora pujante, de gente empreendedora, com paisagens extraordinárias e produtos típicos como café, vinho”, disse o governante, observando que o futuro do mundo está na cultura, na inovação, criatividade, nomeadamente na cultura do sucesso, do trabalho, do empreender, da persistência, resiliência, parceria, aprendizado permanente e da audácia.

Para o vice-primeiro-ministro, o curso não é caro, observando que problema não é o orçamento, mas o resultado esperado, a qualidade da formação que terá grande impacto na economia da ilha e de Cabo Verde, e que, sobretudo, vai mudar a vida dos formandos que devem aproveitar esta oportunidade com responsabilidade.

O presidente da Câmara Municipal de São Filipe, Jorge Nogueira, em nome dos seus pares da ilha, disse estar a testemunhar um acto de muita importância no processo de desenvolvimento social e económico da ilha do Fogo, porque faz parte de projectos comuns que as autarquias reputam de muita importância nesse processo de desenvolvimento.

“A inauguração deste centro e o início do curso de enologia e viticultura é uma pedra muito importante neste edifício em construção”, advogou o autarca, para quem desde o início as câmaras definiram a fruticultura e a agroindústria como “elementos importantes” para o desenvolvimento económico e social da ilha devido as potencialidades existentes.

Jorge Nogueira lembrou que o problema da água ainda não está de todo resolvido, mas salientou que com quadros qualificados e capacitados haverá uma repercussão directa na melhoria dos produtos e numa maior e constante qualificação para os sectores de vinicultura e industrialização.

O autarca agradeceu a região de Piemonte pela parceria e colaboração que tem dado a ilha do Fogo, observando que nunca é demais reconhecer e apresentar a gratidão a padre Ottavio Fasano e que as obras desenvolvidas são provas evidentes.

O presidente do conselho de administração do Instituto de Emprego e Formação Profissional, (IEFP), Paulo Santos, por sua vez, disse que esta acção enquadra-se na mudança de atitude da instituição em trabalhar em parceria visando atingir os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), nomeadamente o de redução da pobreza e de criação de empregos dignos.

Já o promotor na iniciativa, Padre Ottavio Fasano, assegurou que com abertura do centro e do curso de enologia e viticultura iniciou-se um novo percurso, mas referiu que é necessária coragem para o desenvolvimento da ilha o que “requer determinação, audácia e não ter medo de enfrentar o futuro”.

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