Os especialistas, munidos dos equipamentos, vieram à ilha, através da Associação de Desenvolvimento e Solidariedade (ASDE) para ajudar esta organização não-governamental e a empresa intermunicipal de águas, Águabrava na identificação de possíveis linhas de água viando a solução da problemática de água para agricultura.

A equipa concentrou-se na zona de Maria Chaves, onde a ASDE desenvolve o projecto de vinha numa área de mais de 20 hectares de terreno e que há anos vem deparando com a escassez de água, mas visitaram outros pontos para prospecção de novos pontos de água e para confirmação de outros identificados anteriormente.

Assim, segundo apurou a Inforpress, além de Maria Chaves, efectuaram trabalhos em Ribeira do Ilhéu (Mosteiros), entre Monte Grito e Achada Malva, Chã das Caldeiras para identificação de ponto para execução de um segundo furo, Monte Verde, zona sul do  município de São Filipe e onde a organização de caridade da Igreja Nova Apostólica, NAK-karitativ, pretende implementar um projecto nas áreas da agricultura e pecuária, cujo valor da primeira fase representa um investimento na ordem dos 27 mil contos.

Os especialistas italianos vão depois elaborar relatório detalha com as informações sobre a localização de sítios para execução de furos de prospecção de água, a profundidade e outros parâmetros técnicos.

O departamento de terra da universidade de Turino, segundo a administradora da ASDE, Maria da Graça, tem uma “grande experiência” e estão na posse de muitos estudos sobre a ilha do Fogo e Cabo Verde e o trabalho que constituiu uma mais-valia para esta missão técnica.

A Vinha de Maria Chaves é um dos projectos da ASDE, que ocupa uma grande área de vinhedos cultivados através do sistema de rega gota a gota e desde a sua instalação tem deparado com problemas de escassez de água que quem reflectido na sua produção.

O técnico nacional que acompanhou a missão vai também apoiar a Águabrava na recuperação de um furo em Achada Malva, cuja bomba submersível foi colocada a nível do mar e por isso há necessidade da sua recolocação de modo a evitar que a água explorada seja salobra, assim como a recuperação do furo de Monte Tabor, sitio onde se pretende executar mais um furo.

Quanto a Chã das Caldeiras, cuja água apresenta um elevado índice de sais totais (condutividade), entre 1300 a 1400 microsiemens por centímetros quando o máximo recomendado é de dois mil microsiemens, tal foi motivado pela exploração de cinco toneladas/hora, mas com a redução da exploração a qualidade melhorou significativamente, segundo opinião de um técnico, que indicou a necessidade de mais um furo na localidade para disponibilizar água em quantidade a população.

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